segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

EXPLORATION...


Os companheiros do Pimenta na Muqueca denunciam os preços abusivos cobrados nas barracas de praia em Itacarézinho.

18 reais uma batata frita, 65 reais uma isca de filé.

Esses assaltos a mão armada acontecem, em maior ou menor intensidade, em praticamente todas as praias do litoral sul da Bahia, onde as pessoas confundem explorar o turismo como explorar o turista.

Sem contar que o preço é alto e o atendimento é um horror.

E tome facada na hora de pagar a conta...

3 comentários:

Wagner disse...

É impressionante a forma fácil e ágil, sem nenhum compromisso, com que os filhos da terra se voltam contra os comerciantes instalados na região.

Filhos de uma monocultura falida, o cacau, sem perspectivas de retorno econômico a curto prazo, são incapazes (eles) de fazerem investimentos em outras áreas da economia; sem capacidades intelectuais, diversas, a não ser vigiarem a vida alheia nos grupinhos montados em barzinhos e cafés, andando de carros financiados a sessenta meses, sem naipes para tomarem um sorvete que seja fora de casa, passam pela vida vigiando quem vem de fora, migrantes, capitalizados e cheios de vontade de trabalhar, coisa que os nativos da região detestam e se arrepiam só ao falar.

Falar que aqui se explora o turista e não o turismo é se esquecer dos milhões de reais investidos e aplicados na região, neste setor da economia, é se esquecer dos milhares de empregos oferecidos e, mais ainda, nem se lembrar que temos o pior retorno político por m² neste País e, ainda, da falta de compromisso dos governantes regionais para com o trade – aqui, até o custo do lixo é peso para os recursos comerciais, além, claro, da falta de educação dos habitantes locais para com o turista – fora, também, o fato de quem usa tal argumentação não sai da região para fazer turismo em outras regiões a muito tempo, visto não terem idéia de quanto se paga por uma simples pizza em São Paulo / Rio / BH ou mesmo Salvador.

Querem, papa-jacas e caranguejos, tudo a preços como os que acham devam ser aqueles que gastam em supermercados para colocarem suas esposas na frente do fogão, diariamente – bem baratinho, se esquecendo dos panos de chão/pratos, detergentes, água, luz, pratos e talheres, mesas, cadeiras, banheiros, papel higienicos e manutenções diversas e da pobre coitada de sua doméstica a ½ salário que lava e limpa o dia todo.

Vamos entender, de uma vez por todas, que manter uma estrutura da do tamanho daquela da de Itacarézinho, o ano todo, durante a longa baixa temporada, é caríssimo, que custos precisam ser repassados ou então vai-se à falência – ali os investimentos foram altíssimos (avaliem só, para começo de conversa, o valor da área).

Valorizem as nossas coisas, freqüentem, invistam na região ao invés de ficarem andando em camionetes financiadas, sem lastro econômico para tanto em suas receitas, e, daí, ajudando a mudar o quadro regional, reclamem de coisas importantes e realistas; vamos lutar para mudar os políticos que nos governam, vamos apoiar a vinda de novos investidores, vamos suster o desenvolvimento regional e ao invés de ficar fazendo coro, dando uma de papagaios de piratas, a ecochatos, que recebendo rios de dinheiros via suas ONG, e só brecam o nosso crescimento.

Quem tem que mudar somos nós, trocar nossos retrógrados pensamentos e comportamentos, entender que o mundo, o Brasil, a região não pertence mais só aos nossos velhos avós (coronéis do cacau), que concorremos em igualdade de condições com o mundo todo.

Pensem! – Parem com isso! – sopesem! - empresário não é como um operário publico que ganha dinheiro sem nada ter que investir, por isso o publico no Brasil é a porcaria que temos; para cada funcionário trabalhando no setor privado o empresário gasta perto de R$ 1.000,00 por mês só para mantê-lo no emprego, fora passagens, e, ainda, impostos escorchantes , daí é fácil a conta; - para cada funcionário trabalhando o empresário para ter um lucro liquido de R$ 1.000,00, somente para paga-lo, com um lucro estimado de 30%, precisa faturar, vender (notem, por apenas custos de um funcionário – esqueça-se ai manutenção, impostos e outros), por volta de R$ 3.800,00. Isso não é brincadeira! – é realidade!

Vamos trabalhar cambada! – Esqueçam da vida dos outros! – pensem e arrumem um jeito de arrumarem as suas / nossas vidas.

Wagner Gentil

Wagner disse...

É impressionante a forma fácil e ágil, sem nenhum compromisso, com que os filhos da terra se voltam contra os comerciantes instalados na região.

Filhos de uma monocultura falida, o cacau, sem perspectivas de retorno econômico a curto prazo, são incapazes (eles) de fazerem investimentos em outras áreas da economia; sem capacidades intelectuais, diversas, a não ser vigiarem a vida alheia nos grupinhos montados em barzinhos e cafés, andando de carros financiados a sessenta meses, sem naipes para tomarem um sorvete que seja fora de casa, passam pela vida vigiando quem vem de fora, migrantes, capitalizados e cheios de vontade de trabalhar, coisa que os nativos da região detestam e se arrepiam só ao falar.

Falar que aqui se explora o turista e não o turismo é se esquecer dos milhões de reais investidos e aplicados na região, neste setor da economia, é se esquecer dos milhares de empregos oferecidos e, mais ainda, nem se lembrar que temos o pior retorno político por m² neste País e, ainda, da falta de compromisso dos governantes regionais para com o trade – aqui, até o custo do lixo é peso para os recursos comerciais, além, claro, da falta de educação dos habitantes locais para com o turista – fora, também, o fato de quem usa tal argumentação não sai da região para fazer turismo em outras regiões a muito tempo, visto não terem idéia de quanto se paga por uma simples pizza em São Paulo / Rio / BH ou mesmo Salvador.

Querem, papa-jacas e caranguejos, tudo a preços como os que acham devam ser aqueles que gastam em supermercados para colocarem suas esposas na frente do fogão, diariamente – bem baratinho, se esquecendo dos panos de chão/pratos, detergentes, água, luz, pratos e talheres, mesas, cadeiras, banheiros, papel higienicos e manutenções diversas e da pobre coitada de sua doméstica a ½ salário que lava e limpa o dia todo.

Vamos entender, de uma vez por todas, que manter uma estrutura da do tamanho daquela da de Itacarézinho, o ano todo, durante a longa baixa temporada, é caríssimo, que custos precisam ser repassados ou então vai-se à falência – ali os investimentos foram altíssimos (avaliem só, para começo de conversa, o valor da área).

Valorizem as nossas coisas, freqüentem, invistam na região ao invés de ficarem andando em camionetes financiadas, sem lastro econômico para tanto em suas receitas, e, daí, ajudando a mudar o quadro regional, reclamem de coisas importantes e realistas; vamos lutar para mudar os políticos que nos governam, vamos apoiar a vinda de novos investidores, vamos suster o desenvolvimento regional e ao invés de ficar fazendo coro, dando uma de papagaios de piratas, a ecochatos, que recebendo rios de dinheiros via suas ONG, e só brecam o nosso crescimento.

Quem tem que mudar somos nós, trocar nossos retrógrados pensamentos e comportamentos, entender que o mundo, o Brasil, a região não pertence mais só aos nossos velhos avós (coronéis do cacau), que concorremos em igualdade de condições com o mundo todo.

Pensem! – Parem com isso! – sopesem! - empresário não é como um operário publico que ganha dinheiro sem nada ter que investir, por isso o publico no Brasil é a porcaria que temos; para cada funcionário trabalhando no setor privado o empresário gasta perto de R$ 1.000,00 por mês só para mantê-lo no emprego, fora passagens, e, ainda, impostos escorchantes , daí é fácil a conta; - para cada funcionário trabalhando o empresário para ter um lucro liquido de R$ 1.000,00, somente para paga-lo, com um lucro estimado de 30%, precisa faturar, vender (notem, por apenas custos de um funcionário – esqueça-se ai manutenção, impostos e outros), por volta de R$ 3.800,00. Isso não é brincadeira! – é realidade!

Vamos trabalhar cambada! – Esqueçam da vida dos outros! – pensem e arrumem um jeito de arrumarem as suas / nossas vidas.

Wagner Gentil

Victor Costa disse...

Várias localidades da Bahia contam com potencial turístico, mas pecam pela administração amadora - o que explica os preços exorbitantes e o mau atendimento. Em outros termos: a culpa deve recair não sobre os efeitos da crise do cacau que ainda se fazem sentir por essas banadas, mas nos empresários, que cobram os olhos da cara sem saber que estão matando uma galinha dos ovos de ouro todo dia.