quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ESTRELA CADENTE E SOLITÁRIA



A campanha eleitoral entra nas semanas finais e na Bahia, a se confirmar o que apontam as pesquisas de intenção de voto, Jaques Wagner deverá reeleger-se governador já no 1º. turno.

A cada vez mais provável vitória de Wagner (em eleição, é de bom alvitre esperar a abertura das urnas) confirmará uma situação que parecia impensável até quatro anos atrás: o encolhimento impressionante de um grupo que durante parte da segunda metade do século passado e o início deste século comandou a Bahia com mão de ferro, estendendo seus tentáculos para todas as áreas do estado, da polícia à economia, passando pelo comando quase absoluto das comunicações.

A reeleição de Jaques Wagner não se constituirá numa surpresa, em função dos avanços verificados nestes quatro anos, ainda que haja um imenso caminho a ser percorrido e setores que carecem de maiores investimentos, a exemplo da segurança pública.

A surpresa é a maneira como o candidato que representa o grupo outrora poderoso, denominado de “carlismo” por conta de seu mentor, executor e mandatário, Antonio Carlos Magalhães; vem encolhendo ao longo da campanha.

Paulo Souto, o ungido pelo carlismo para retomar o poder na Bahia, chegou à estar na frente ou empatado com Wagner em pesquisas de intenção de votos realizadas em 2009.

A partir do momento em que Wagner entrou em curva ascendente, Souto fez o caminho inverso e desceu vertiginosamente a ladeira da preferência do eleitorado.

Não se trata aqui de uma queda, mas um verdadeiro tombo. Souto, que já transitou na casa dos 35% das intenções de voto, hoje patina nos 15 pontos percentuais e pode ser ultrapassado por Geddel Vieira Lima, o candidato do PMDB, que parecia ter entrado na campanha apenas para fazer um contraponto entre Wagner e Souto e acomodar-se num honroso terceiro lugar.

Chama ainda mais atenção a adesão em massa de prefeitos antes ligados a ACM (e a quem nem se atreviam a contestar) rumo ao barco seguro de Jaques Wagner, deixando Paulo Souto, governador da Bahia em duas oportunidades, como uma espécie de estrela cadente e cada vez mais solitária.

Poucos são os aliados fiéis, aqueles que vão até o final, mesmo diante da débâcle inevitável.

O ocaso de Paulo Souto e do grupo que ele ora representa é uma lição tão óbvia quanto necessária de ser repetida: todo poder é passageiro, efêmero, por mais que pareça duradouro, eterno até.

Uma lição que vale para todos.

2 comentários:

Edilson disse...

Na Bahia são mais de nove milhões de eleitores, como uma pesquisa feita com uma amotragem de mil pessoas entrevistadas vai prever quem será eleito?? em outubro, como em 2006, teremos muitas surpresas !O voto do povo do interior do Estado é quem decide quem será o governador da Bahia! E nos pequenos municipios, as pesquisas não chegam! Por isso acredito que Geddel pode virar esse jogo! Afinal, ele vem fazendo uma belissíma capanha no interior! Vamos aguardar para ver!

Edilson disse...

Na Bahia são mais de nove milhões de eleitores, como uma pesquisa feita com uma amotragem de mil pessoas entrevistadas vai prever quem será eleito?? em outubro, como em 2006, teremos muitas surpresas !O voto do povo do interior do Estado é quem decide quem será o governador da Bahia! E nos pequenos municipios, as pesquisas não chegam! Por isso acredito que Geddel pode virar esse jogo! Afinal, ele vem fazendo uma belissíma capanha no interior! Vamos aguardar para ver!