sexta-feira, 29 de maio de 2009

NEM TUDO NA VIDA (E NO ÔNIBUS) É PASSAGEIRO...

Há muito tempo que Itabuna e Ilhéus superaram barreiras geográficas e disputas paroquiais, quase provincianas.

As duas principais cidades do Sul da Bahia, que abrigam cerca de 600 mil habitantes, praticamente se completam.

Itabuna como pólo comercial, educacional, médico e prestador de serviços.

Ilhéus como pólo turístico e tecnológico, além de abrigar em seu território a Uesc e a Ceplac, que ficam no meio do caminho mas estão em território ilheense.

Portanto, nada mais natural que uma integração permanente e um fluxo constante de pessoas entre as duas cidades.

Pode até ser natural, mas de uns tempos para cá deixou de ser seguro.

Um trajeto de menos de trinta quilômetros, que se percorre em menos de meia hora, tornou-se arriscado por conta dos freqüentes assaltos a ônibus.

Isso mesmo: uma prosaica e rotineira viagem de ônibus tornou-se um risco.

As pessoas já viajam com medo, falando sobre assaltos que presenciaram.

O mais incrível é que nesse trecho existe um posto da polícia rodoviária, e uma base do TOR (Tático Ostensivo Rodoiviário), nem isso consegue inibir os bandidos.

Vez por outra a polícia realiza blitz, mas elas não esporádicas, não resolvem.

A insegurança que torna arriscada até uma simples ida a Ilhéus ou vice-versa é a mesma insegurança que torna rotineiros os assaltos, arrombamentos e assassinatos que nos colocam em meio ao fogo cruzado de uma terra sem lei e sem ordem.

Que faz o número de homicídios disparar, especialmente nos finais de semana em Itabuna, Ilhéus e em praticamente todas as cidades sulbaianas.

Se acrescentarmos aqui os assaltos aos coletivos que fazem as linhas urbanas de Ilhéus e Itabuna, cada vez mais freqüentes, temos a situação absurda em que o cidadão está perdendo até o sagrado direito e ir e vir.

Enquanto isso, por omissão das nossas autoridades, a bandidagem está aí, livre, leve e solta.

Como se vê, tudo na vida (e no ônibus) é passageiro.

Menos o motorista e o bandido.

Porque até o pobre do cobrador já se tornou uma espécie em extinção, dentro dessa selvageria que atende pelo nome de capitalismo.

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