sexta-feira, 14 de maio de 2010

AGORA SÓ FALTA PLANTAR UMA ÁRVORE...


No próximo dia 18 de maio, este jornalista e blogueiro estará lançando em Itabuna, o livro “Vassoura”, uma série de contos e crônicas que tem como tema a vassoura-de-bruxa, doença que destroçou a economia da Região Cacaueira da Bahia, a partir de sua disseminação no início da década de 90 do século passado. Trata-se de uma obra de ficção, em que a abordagem foca as tragédias pessoais provocadas pelo fungo, cujo poder de destruição se mostrou letal, e em poucos anos fez cair em quase 90% a produção de cacau e reduziu fortunas a pó.
A despeito do impacto negativo que provocou na vida de milhares de pessoas, enquanto literatura o tema é fascinante e foi isso que o procurei fazer neste livro.
“Vassoura”, editado pela Via Litterarum, possui 23 textos em que o autor conta episódios focando dramas pontuais da transição de uma região que perdeu sua referência econômica, fazendo uma analogia com fatos, personagens e/ou cenários bíblicos.
O livro “Vassoura” será vendido por 15 reais e pode ser adquirido através do site www.vialiterarum.com.br ou dos telefones (73) 3212-6034 ou (73) 9981-7482. Em Itabuna, também estará disponível na banca de jornais ao lado a FTC.


TRECHOS DO LIVRO


“Dias depois, estavam morando juntos, dividindo a mesma cama sob um teto cheio de buracos que, nas lindas noites de verão, podiam contemplar estrelas, distraídos.
A bruxa, que tantas vidas havia tragado, tantas tragédias pessoais e coletivas havia causado, abençoara aquele encontro mais do que improvável.
Virava, ainda que por linhas tortas, uma fada.
E eles que nunca tiveram nada, juntaram o pouco que agora tinham e foram felizes para sempre!”

Trecho de “Irmão Sol, Irmã Lua”



“A Rua do Coronel era séria candidata a virar Bairro do Coronel, não fosse a bruxa tirar do fazendeiro primeiro a riqueza e, por fim, o desejo.
Em pouco tempo, com as terras arruinadas pela doença devastadora, já não podia abastecer as mulheres de cama, nem os seus filhos de conforto.
E em mais um pouquinho de tempo, a Rua do Coronel, pela necessidade de suas mulheres e pela fome de seus meninos, acabou virando apenas a Rua das Putas.”

Trecho de “Crescei-vos e Multiplicai-vos”

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