segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Papai Noel e políticos honestos existem?


Quando a gente pensa que já viu tudo na política, sempre aparece mais alguma coisa para ser vista,

Quando se acha que chegamos ao limite do lamaçal, aparece ainda mais lama.

As cenas do governador de Brasília, José Roberto Arruada, do DEM, recebendo dinheiro desviado dos cofres públicos são uma daquelas coisas que causam asco.

Nas imagens, Arruda recebe um pacote de notas que somam cerca de 100 mil reais. Gato escaldado, diz ao homem que lhe entregara o dinheiro que era melhor que o pacote fosse entregue em outro local.

Sabe como é, alguém poderia estranhar vê-lo saindo com aquele embrulho e...

Depois, escaldado, mas faminto, pede que o assessor arrume uma sacola de compras para colocar o dinheiro.

Gatuno, chega a se afundar no sofá, enquanto espera a sacola providencial, que segundos depois a imagem flagra sendo discretamente levada por outro assessor.

Pronto, ninguém vai estranhar mais nada, afinal trata-se de um assessor anônimo saindo com uma inocente sacola.

O “filme” em questão é apenas a ponta do iceberg do mais recente -e com certeza não o último- escândalo da política brasileira.

O esquema envolve desvio de dinheiro para campanhas eleitorais, pagamento de propina em troca de apoio político e enriquecimento ilícito. Além de, no caso de Brasília, chantagem com as gravações feitas sem que os envolvidos soubessem que estavam sendo filmados.

Embora muitos deles sorriam, com a cara de pau peculiar dos salteadores dos cofres público.

Já tivemos o mensalão do PT, o mensalão do PSDB e agora temos o mensalão do DEM, sinal de que a corrupção que parece entranhada no sistema político não respeita matiz partidária.

É um mal crônico e incurável, que gera como subproduto perverso milhões de pessoas sem acesso aos serviços básicos e projetos de inclusão, porque o dinheiro escorre farto pelo ralo insaciável do propinoduto.

Um mal agravado por outro subproduto, que atende pelo nome de impunidade. Passado o estupor geral, surgido outro escândalo, cessados os holofotes, tudo termina sem que ninguém seja punido.

E a vida segue no país do dinheiro na cueca, do dinheiro nas meias, do dinheiro na caixa de sapatos, do dinheiro na sacola de compras, do dinheiro invisível a engordar contas secretas para gerar mansões, carrões e vidas luxuosas; enquanto o povaréu se equilibra no salário curto e suado para pagar as contas.

Tem mais: na impossibilidade de brigar com as imagens, impera a mais deslavada sem-vergonhice para explicar o inexplicável.

Não é que José Roberto Arruda saiu-se com a explicação de que o dinheiro colocado na sacola seria destinado para a compra de panetones e cestas de Natal para famílias carentes!

Enfim, o sujeito querendo bancar o Papai Noel dos pobres e essa gente maldosa achando que ele é um corrupto.

Que ignomínia!

Blague à parte há de se convir: é mais fácil acreditar em Papai Noel do que em político honesto.

sábado, 28 de novembro de 2009

Em nome de Deus, parem!


O padre José Carlos Lima dedicou boa parte de sua vida a um trabalho edificante: recuperar e ressocializar adolescentes que cometeram ato infracional.

Através da Fundação Reconto, semente plantada em Canavieiras e que frutificou em unidades em Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Porto Seguro e Teixeira de Freitas; permitiu que centenas de adolescentes deixassem de ser encaminhados para instituições em Salvador, que em vez de recuperar, funcionavam quase como escolas do crime.

A aplicação das chamadas medidas socioeducativas, determinadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, tiveram no padre José Carlos um entusiasta incansável, a ponto da experiência da Fundação Reconto ser levada a outras regiões do Estado.

São inúmeros os casos de adolescentes que, atendidos pela Fundação Reconto, voltaram aos estudos, aprenderam uma profissão e hoje estão inseridos no convívio social.

O padre José Carlos Lima era também um religioso querido pelos fiéis das paróquias por onde passou: Itabuna, Potiraguá, Canavieiras e Buerarema, onde estava atualmente.

Uma pessoa alegre, com um jeito especial de pregar a palavra de Deus. Um ser humano solidário, na sua fé e no seu compromisso social com as pessoas mais humildes.

Padre José Carlos tinha uma vida inteira pela frente.

Tinha.

Numa manhã de sol de sexta-feira igual a tantas outras sextas-feiras, o destino do padre José Carlos bateu de frente com um caminhão.

Vamos eximir aqui o destino de qualquer culpa.

O carro que o padre José Carlos dirigia bateu de frente com um caminhão que transportava madeira, num trecho da rodovia BR 101 entre Itabuna e Buerarema.

A violência do choque foi tamanha que o caminhão tombou.

O padre morreu na hora.

Mais uma vítima, entre as tantas vítimas diárias, de um trânsito violento, que mata mais do que a mais sangrenta das guerras.

Com a pista em ótimas condições, tudo leva a crer que o acidente foi provocado pela imprudência.

Uma imprudência que mata e espalha feridos aos borbotões, muitos deles incapacitados para sempre.

É inadmissível que, a despeito de tantas vítimas, as pessoas não se conscientizem de que o carro não é uma arma letal, que é preciso dirigir com prudência, respeitando as leis de trânsito e evitando riscos que, em muitos casos, se tornam fatais.

A vida, esse dom precioso e nem sempre valorizado, não pode nem deve esvair-se dessa maneira, gerando dor e tristeza entre familiares e amigos.

Em nome de Deus, parem!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mais um título de (in)glória


Não bastasse a confirmação do tricampeonato brasileiro de incidência de dengue, Itabuna acaba de conquistar mais um título que nada tem de glorioso, muito pelo contrário, constitui-se numa vergonha.

O Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública acabam de divulgar um relatório que revela o índice de exposição dos jovens à violência.

O estudo foi realizado em 266 cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes e, a partir de um Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, leva em conta cinco indicadores: homicídios, acidentes de trânsito, emprego ou frequência na escola, pobreza e desigualdade.

Itabuna, cidade que inicia os preparativos para festejar em 2010 seus 100 anos de emancipação, dona de uma história de superação e empreendedorismo, aparece em primeiro lugar no Brasil entre as cidades em que os jovens estão mais expostos à violência.

Itabuna está no topo da lista com 0.577 de Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, à frente de cidades como Marabá, Foz do Iguaçú, Camaçari, Governador Valadares e Cabo de Santo Agostinho.

O índice de homicídios em Itabuna entre os jovens é de 0.637, o de desemprego de 0.456, o de acidentes de trânsito é 0.567, o de pobreza ou frequência escolar é de 0.551, e o de desigualdade é de 0.678.

Não se deve brigar com números, ainda que eles possam ser vistos sob a ótica e o interesse de cada um, nem se pode ignorar a gravidade da situação em que se encontra a juventude itabunense.

Para isso, nem é preciso recorrer à estatística.

Trata-se de uma realidade visível, na violência gerada pelo consumo e tráfico de drogas, na explosão da criminalidade, na ausência de emprego e na falta de acesso a um ensino público de qualidade; em todos os casos, o jovem aparecendo como ator principal.

E, lamentavelmente, como a principal vítima.

Basta uma passada pelas páginas polícias dos jornais, pelas imagens dos casos de violência exibidos na televisão.

É o jovem, em sua maioria, quem aparece cometendo crimes, sendo assassinado, envolvido em acidentes de trânsito ou padecendo com a falta de emprego, até ser empurrado para a criminalidade.

Não é o caso de se caçar bruxas, buscar culpados, fazer exploração política de uma tragédia cuja responsabilidade é de todos, do poder público à sociedade organizada.

É o caso, a exemplo de outras tragédias como e iminente epedemia de dengue que se avizinha, de se promover uma ampla mobilização, de iniciar um trabalho que só trará resultados a médio e longo prazos, mas que precisa ser feito com urgência.

Sempre se disse, em tom de ufanismo, que a juventude é o futuro de uma nação, como é o futuro de uma cidade.

Está na hora, portanto, de definir que tipo de futuro nós queremos para Itabuna.

Uma cidade que deixa a sua juventude exposta à violência a à exclusão social é uma cidade sem futuro.

BOLA DE CRISTAL


Penúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

Bola de cristal à mão: em Goiânia, o São Paulo perde do Goiás; em Campinas, o Flamengo empata com o Corinthians; em Recife, o Internacional ganha do Sport; e em São Paulo, o Palmeiras ganha do Atlético Mineiro.

Nenhum dos resultados chegaria a ser assim tão surpreendente ainda majs num campeonato marcado por altos e baixos.

Com essas quatro combinações, São Paulo, Flamengo, Palmeiras e Inter chegariam à última rodada com 62 pontos ganhos.

Os quatro brigando por um título que pode mudar de mãos num detalhe.

Querem mais emoção do que isso?

E ainda há quem condene a fórmula dos pontos corridos, dizendo que falta justamente emoção.

Ou, para não deixar muito explícito, que no final o São Paulo sempre fica com o título, o que não deixa de ter lá o seu fundo de verdade.

Mas, nessa sua versão 2009, independente de quem levante a taça daqui a duas semanas, sobra emoção para várias torcidas, inclusive as daqueles times que ficaram pelo meio do caminho, como Atlético e Cruzeiro, que talvez pela inexistência de mar em Minas, morreram antes de chegarem à praia.

Dos quatro que disputam o título, o único que depende apenas das próprias forças é o São Paulo, que será campeão se fizer o dever de casa e vencer o Goiás e o Sport. A derrota para o Botafogo entra na cota da gordura que ainda tinha para queimar. Acabou.

O Flamengo, time da mais impressionante reação do Brasileiro (sem contar o Fluminense, mas este luta para não cair para a série B), teve a faca, o queijo, a boca e sua formidável torcida para virar a semana na liderança, mas ficou no 0x0 diante de um Maracanã lotado, que foi da euforia à decepção.

O Inter é o time que vai do céu ao inferno de uma rodada a outra. Quando parece que vai embalar, perde feio; quando dá impressão de estar morto, ressurge. Numa dessas, o título lhe cai no colo.

O Palmeiras foi o time que, umas oito rodadas atrás, tinha o título nas mãos e deixou escorregar. Era a taça mais fácil de sua vida, que agora só vem por um milagre, coisa que no futebol não é tão raro assim. Mas, dos quatro postulantes, é o que anda com os nervos em frangalhos, o que pesa numa reta final.

A emoção rodada a rodada, a oscilação freqüente no grupo dos que freqüentam as primeiras colocações e a luta de sangue pelo rebaixamento mostram o acerto do sistema de pontos corridos, onde ganha o título o time de maior regularidade.

Ah, a próxima roda também pode definir o São Paulo como hepta/tetra campeão brasileiro, desde que o tricolor ganhe e os demais rivais não vençam.

Difícil, mas se ocorrer, o problema não está necessariamente na fórmula, mas na incapacidade dos rivais em disputar um campeonato longo e que exige elenco e planejamento.

Aí, é mandar o São Paulo, com sua frieza de boxeador letal, disputar o Campeonato Alemão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TROCADILHO DE PESCADOR




-E aí, companheira Dilma, tá pescando muitos votos?

-Sei não, companheiro Lula, vou precisar muito da sua vara...

sábado, 21 de novembro de 2009

A Educação é a maior (e única) arma


“Ô tia, bom mesmo foi a pena que o juiz me deu. Lá a gente tem que cuidar de jardim, limpar as salas, mas tem lanche e joga bola. Muito melhor do que essa porcaria de aula, que não serve pra porra nenhuma”.

A frase acima é de autoria de um menino de 16 anos, aluno da oitava série do ensino fundamental numa escola da periferia de Itabuna e foi dita em voz alta, para a professora e para quem mais quisesse ouvir.

O aluno, detido pela polícia por cometer pequenos furtos, referia-se às chamadas medidas socioeducativas, impostas pela Justiça, em ocorrências que dispensam o internamento em instituições que, muitas vezes, funcionam mais como escolas do crime, espécie de pré-vestibular para a bandidagem.

As medidas socioeducativas permitem que, mantido no convívio com a família e acompanhando por uma equipe multidisciplinar que inclui educadores, assistentes sociais e psicólogos, o menor que cometeu ato infracional possa ser ressocializado.

Na maioria dos casos dá certo, contribuindo para que meninos e meninos revertam o caminho inevitável do crime e levem uma vida digna.

Em outros, nem tanto.

A sensação do aluno que acha a medida socioeducativa é um piquenique e entende que estudar é perda de tempo, encontra ressonância e muitas outras escolas, onde é tênue e facilmente o muro frágil que separa a educação da criminalidade..

Não são raros os casos de alunos flagrados com armas e drogas nas salas de aula ou mesmo ameaçando agredir fisicamente os professores.

Quem é profissional de educação conhece, perfeitamente, essa dura e ameaçadora realidade.

A Vara da Infância e da Juventude de Itabuna realizou recentemente um mutirão para agilizar 67 processos envolvendo casos de ameaça ou de violência envolvendo alunos e professores.

Nesta semana, por exemplo, três alunas de uma escola de ensino médio em Itabuna foram portando uma faca. Uma das alunas disse, candidamente, que a arma era para defesa contra rivais e que o trio estava sendo ameaçado de morte.

Seria suficiente para desanimar, jogar a toalha e achar que as coisas não têm mesmo jeito?

Que estudar é uma porcaria que não serve para nada?
Ao contrário, situações como essas devem servir de estímulo para que os profissionais envolvidos com a educação e a sociedade como um todo encarem o desafio de fazer da escola uma porta de acesso para a cidadania e a inclusão.

Não á tarefa fácil, envolve políticas públicas, força de vontade e mobilização.

Mas, é a principal, senão a única, arma para evitar que meninos e meninas troquem a caneta pelo revólver e o livro pela droga.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

DUPLAMENTE JORGE AMADO


A bancada baiana na Câmara dos Deputados definiu, entre as emendas prioritárias do Estado no Orçamento Geral da União (OGU) de 2010, a liberação de R$ 150 milhões para a duplicação da rodovia Jorge Amado, a Ilhéus-Itabuna.

O Ministério dos Transportes sinalizou que as obras podem ser iniciadas no mês de março do ano que vem, já que o projeto está bastante adiantado e o próprio governador Jaques Wagner já se comprometeu com a duplicação.

É uma obra, portanto, que deixa a categoria de simples promessa para se tornar realidade.

Não era sem tempo.

Durante pelo menos duas décadas a duplicação foi utilizada como moeda eleitoral, que ´sumia do mapa´ assim que as urnas eram abertas.

Nesse período, a despeito da crise causada pela vassoura-de-bruxa ou por isso mesmo, as duas maiores cidades do Sul da Bahia encontraram novos caminhos como o turismo, o pólo de informática, o comércio, saúde e prestação de serviços, experimentando um processo de expansão que tornou ainda mais intenso o fluxo na rodovia, que abriga abriga em suas margens a Ceplac e a Universidade Estadual de Santa Cruz.

Com isso, a pista atual se tornou obsoleta e ao grande movimento de veículos, somaram-se os acidentes, estes, diga-se de passagem, provocados muito mais pela clássica e irresponsável imprudência dos nossos motoristas do que pela pista única.

A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna é uma obra mais do que necessária e terá impactos positivos não apenas nos dois municípios, mas em todo o Sul da Bahia, pela possibilidade que abre para o crescimento do turismo e a atração de novos investimentos.

A ´nova´ rodovia estará inserida num novo - e, espera-se, duradouro- com o novo ciclo de desenvolvimento que o Sul da Bahia fatalmente viverá, a partir de obras com o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, a Zona de Processamento de Exportações e o Gasoduto da Petrobrás, além da recuperação da lavoura cacaueira e dos projetos de diversificação que virão no PAC do Cacau.

Com a duplicação, o que atualmente já é, sem qualquer ranço de bairrismo, uma das mais belas estradas de todo o país, margeando um rio mítico, fazendas de cacau e áreas da Mata Atlântica, se tornará uma rodovia moderna, capaz de acompanhar a consolidação de Ilhéus e Itabuna como pólos regionais de desenvolvimento.

E será também um justo tributo ao escritor que lhe empresta o nome, esse Jorge Amado que nunca tirou os pés do visgo do cacau, mas que ganhou o mundo com o seu talento e deu ao Sul da Bahia uma dimensão planetária.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

FUSCÃO PRETO, KOMBI BRANCA

Depois do Fuscão Preto, aquele que era feito de aço e fez meu peito em pedaço, surge agora a Kombi Branca, que não rima com p... nenhuma, mas nos faz refletir:

-O que seria da música popular brasileira se não fosse a Volkswagen e seus carros inspiradores de singelas canções?


No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho



A foto que abre esse texto mostra um menino usando crack, enquanto outro rapaz aguarda sua vez de se drogar.

Foi tirada no antigo e abandonado porto de Ilhéus, mas poderia ter sido tirada em outros pontos de Ilhéus, de Itabuna ou em qualquer parte desse país.

O consumo de crack espalhou-se como uma praga e atingiu níveis alarmantes.

É o motor que move a escalada de violência, motiva furtos, assaltos e arrombamentos e que transformou o telefone celular em moeda de troca com os traficantes, objeto de desejo dos viciados, que depois de iniciado o consumo de crack, raramente conseguem parar, ao contrário, querem sempre mais, mais e mais...

O crack, dadas as dimensões de atingiu, deixou de ser um problema de polícia. É, sim, um problema de saúde pública e em função disso exige muito mais do que repressão e detenção dos traficantes.

Passa pela implantação de centros de recuperação, com equipes multidisciplinares que efetivamente contribuam para que as vítimas possam deixar o vício.

Essas clínicas praticamente inexistem e as poucas disponíveis são caras e inacessíveis para a esmagadora maioria dos familiares que convivem com esse drama.

O investimento em centros de recuperação é mais do que necessário, porque se tornou impossível ignorar a calamidade pública que se tornou o consumo de crack e seus ´subprodutos´, como o aumento da criminalidade.

A outra questão é ainda mais complexa: milhares de crianças e adolescentes são atiradas para o mundo das drogas e num segundo e quase inevitável passo, do crime, por absoluta falta de perspectiva de vida.

Será a partir de projetos de inclusão social, como educação, esporte, emprego, que eles terão o estímulo e a oportunidade para buscar outra estrada, que os conduza a essa palavra tão bela quando subjetiva, chamada cidadania.

Enquanto isso não ocorrer, só restarão as pedras no meio do caminho, que podem ser poéticas na literatura de Carlos Drummond de Andrade, mas tornam-se letais na vida real.

Uma pedra, outra pedra e mais uma pedra e é o fim do caminho.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

FACULDADE GLÚTEA


Depois de ser expulsa e readmitida da Uniban por usar um vestido curto, a estudante Geisy Arruda está aproveitando ao máximo seus 15 minutos de fama.

Virou figurinha fácil nos programas de televisão e deu o ar da graça até no Casseta & Planeta (que por sinal está cada semana mais sem graça)

O próximo passo, óbvio ululante, será posar nua numa revista masculina.

Dizem que a moçoila vai aproveitar o dinheiro ganho com a fama instantânea, deixar a Uniban e fundar sua própria faculdade, que terá o sugestivo nome de Unibunda.

HABLA, HERMANITO...



Itabuna é mesmo uma cidade “pogressista”, como diria o inesquecível Adoniran Barbosa.

Na avenida do Cinqüentenário, os camelôs não se limitam a vender CDs piratas e bugigangas made in China.

Já estão vendendo até telefone celular, com acesso à tevê digital e outros mimos tecnológicos. Coisa de última geração!

O preço fica em torno de 250 reais, mas tem pechincha.

Com um pouco mais de choro, dá até pra levar de brinde um legítimo uísque escocês, com sotaque paraguaio, per supuesto.
LETÍCIA BRANDÃO





























Quando faltam palavras para traduzir a dor que não é apenas de uma família, mas de uma cidade, fica o vazio da tristeza, preenchido pela imensidão de solidariedade.

Força, Junior Brandão, Elaide e todos os que perderam um anjo passageiro aqui na terra e ganharam um anjo eterno no céu.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MAI CÃO JÉQUISSON

E não é que o Michael Jackson reencarnou em forma de cachorro!!!

As duas faces de um mesmo golpe


O programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu no último domingo uma reportagem denunciando a venda de cadastros de segurados do INSS a aposentados que têm margem de consignação e podem obter empréstimos que serão parcelados e descontados quando do recebimento do benefício.

Trata-se de um verdadeiro golpe, que tem lesado milhares de segurados, em sua maioria aposentados, pelo Brasil afora. Gente que só descobre que caiu nas mãos de bandidos quando retira o extrato de vencimentos.

Para reverter esse processo, eles são obrigados a recorrer ao tortuoso e lento caminho judicial, já que para efeito legal, toda a operação para o empréstimo consignado foi correto.

É gente que recebe uma aposentadoria minguada e que, com a tunga nos vencimentos, fica impedida de se alimentar ou comprar medicamentos.

O golpe não é coisa de gente amadora, mas de quadrilhas organizadas e fatalmente conta com o apoio de pessoas ligadas ao INSS ou a instituições financeiras.

Não fosse isso, como se explicaria a obtenção do cadastro, com todos os dados do segurado?

E não precisa ser vidente para descobrir como esses golpistas dados que deveriam ficar restritos ao INSS e os bancos.

Uma certa Associação de Consumidores vem ligando para várias residências e oferecendo participação do morador numaa ação coletiva contra a Caixa Econômica Federal, para pagamento da diferença da correção da poupança em determinado período de um dos planos econômicos das décadas de 80 e 90.

O inacreditável é que não se tratam de ligações aleatórias. A pessoa que fala em nome da associação, tem todos os dados da vítima, perdão, da pessoa: nome, endereço, telefone e, pasmem, até o saldo da caderneta de poupança durante a vigência do plano.

Quando perguntada sobre como conseguiu aqueles dados, a pessoa responde candidamente:

-Foi a própria Caixa que nos passou.

Se não foi, a CEF tem que usar os mecanismos de que dispõe para evitar que seu nome seja usado para golpes de todo o tipo.

Se foi, a situação ainda é pior, visto que seus funcionários tem acesso a dados que, vazados, podem cair nas mãos de pessoas inescrupulosas, que não se furtam (ops!) nem de roubar dinheiro dos pobres aposentados.

O que não se pode é permitir que os golpes se alastrem, com cada vez mais gente sendo lesada por espertalhões auxiliados por pessoas que deveriam honrar a profissão, mas que na prática são ladrões a, literalmente, tirar o pão de boca dos nossos velhinhos, como no caso da fraude dos empréstimos consignados.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Wagner pega o elevador: sobe!


Do site Pimenta na Muqueca:

Pesquisa encomendada pela presidência da Assembleia Legislativa deixou o Palácio de Ondina com um sorriso largo. Além de apontar um descolamento de Jaques Wagner em relação ao segundo colocado, Paulo Souto, o levantamento mostra que a aprovação ao governo cresceu mais do que significativamente.

Os números da corrida eleitoral, nesta pesquisa de Marcelo Nilo (PDT), revelam Wagner com 40% das intenções de voto. Paulo Souto (DEM) aparece com 30% e Geddel Vieira Lima (PMDB), com 12%. O governo está fechando a sua pesquisa. E os números batem com os revelados neste levantamento do presidente da Assembleia.

FOME DE OURO!!!


Um final de semana inesquecível para o surf nacional. O Brasil foi absoluto no Panamericano de Surf, disputado em Ilhéus, sul da Bahia. Ganhou todas as seis medalhas de ouro possíveis, mostrando que a nova geração do surf nacional já nasce com a marca de vencedora. O baiano Rudá Carvalho foi o campeão na categoria open, na mais acirrada disputa da competição. Derrotou o costarriquenho Jason Torres e o venezuelano Rafael Pereira. Na categoria júnior, Gabriel Medina foi ouro, Vicente Romero, prata e Felipe Bráz, bronze. Phil Rajzman - que é atual campeão mundial de longboard - derrotou Vicent Delaplace (Guadalupe) e conquistou o título da categoria. Outro brasileiro, Eduardo Bagé, ficou em terceiro, com a medalha de bronze.

O Mahalo Pan Surf Games & Music durou uma semana e reuniu mais de 200 atletas de nove países das Américas. O evento atraiu para Ilhéus os nomes mais importantes da nova geração de surfistas do continente e foi bastante equilibrado no decorrer da semana. Mas, ao final, terminou prevalecendo a tradição do surf brasileiro. O Mahalo Pan Surf Games & Music foi coordenado pelas empresas Dendê e Axé Mix Produções e contou com o patrocínio máster da Bahia Mineração, do Governo da Bahia e Petrobrás, com apoio da Federação Bahiana de Surf, Bahiatursa, Azul Linhas Aéreas e Prefeitura de Ilhéus.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

ITABUNA É AZUL



Para que o Dia Mundial do Diabetes, celebrado neste sábado (14) ganhe destaque, a Federação Internacional do Diabetes e a Organização Mundial de Saúde estão incentivando que prédios e monumentos de todo o planeta sejam iluminados de azul, a cor da campanha.

Em Itabuna, o Hospital de Olhos Beira Rio, que promove o Mutirão do Diabético, em parceria com a Asdita, Prefeitura de Itabuna, Uesc e Unimed; deu o exemplo e iluminou sua fachada com a cor azul. “Esperamos que outras instituições sigam o exemplo, iluminando Itabuna de azul e inserindo a cidade nessa importante campanha”, afirma o Dr. Rafael Andrade, coordenador do Mutirão do Diabético.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EMOÇÃO À PROVA D´ÁGUA

Depois do institucional com dona Enedina, simpática senhora de Ilhéus que aos 100 anos foi alfabetizada pelo TOPA, vem aí mais um material do Governo da Bahia que acerta na veia pela emoção, desta vez abordando o programa Água Para Todos.

Assinada pela Leiaute, é uma peça que estrapola a propaganda. Vale a pena conferir:

ALERTA TOTAL


Enquanto seis times, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Atlético/MG, Internacional e Cruzeiro lutam ponto a ponto, gol a gol pelo título do emocionante Campeonato Brasileiro de Futebol; em Itabuna trava-se uma luta contra um título que nada tem de lisonjeiro.

A cidade quer e precisa evitar o vergonhoso tri-campeonato brasileiro de incidência de dengue, repetindo o que ocorreu em 2008 e 2009, com um saldo de milhares de pessoas doentes e mais de uma dezena de mortos.

Trata-se de um jogo, ou de uma batalha se preferem, contra um adversário pequeno, mas extremamente perigoso principalmente quando, a exemplo do que ocorre em Itabuna, não existe um trabalho eficiente de prevenção: o mosquito aedes aegypt..

Os números são alarmantes. Atualmente o índice de infestação predial do mosquito da dengue é de 10,9%, percentual é quase onze vezes maior que o aceitável pela Organização Mundial de Saúde.

É um sinal inequívoco de que a cidade corre o risco de atravessar o verão com uma nova epidemia de dengue, repetindo o quadro dantesco de hospitais lotados, doentes surgindo aos borbotões e familiares chorando seus mortos.

A própria Prefeitura de Itabuna reconhece que a situação é grave, a ponto de levar o prefeito Capitão Azevedo a decretar Situação de Alerta no município e convocar a Defesa Civil para definir estratégias de combate aos focos do mosquito transmissor da dengue.

Para agravar o que já é um drama, a previsão dos institutos de meteorologia é de um verão chuvoso, o que favorece a reprodução do mosquito.

Diante disso, além da necessária ação conjunta Prefeitura de Itabuna/Governo do Estado/Governo Federal, é preciso que a população faça sua parte, evitando o acumulo de lixo e de água em recipientes abertos como caixas dágua, garrafas, lajes ou pneus velhos.

Essa é uma batalha que só será vencida se cada um fizer a sua parte e todos se conscientizarem que, no caso da dengue, o melhor antídoto é a prevenção.

Não é bom para a cidade voltar a ser destaque nacional de maneira negativa, através de uma “conquista” que na verdade é uma derrota.

E não é bom para a população, porque diante de uma epidemia, todos nós somos, potencialmente, vítimas de uma doença que, nunca é demais lembrar, em sua forma mais agressiva pode até matar.

Alerta total, pois, contra a dengue.

E guerra total e sem tréguas ao mosquito!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Falta derrubar o intransponível Muro da Desigualdade



Celebram-se nesta semana os vinte anos da derrubada do Muro de Berlim, um dos atos de maior simbolismo na história do século XX, marcado por duas guerras mundiais e a divisão do planeta pelas duas superpotências: os Estados Unidos, ícone do capitalismo, e a União Soviética, farol do comunismo.

Dito de maneira simplista, pode parecer que a derrubada do Muro de Berlim e, numa espécie de efeito dominó, a derrocada dos regimes comunistas no Leste Europeu, significaram a vitória da liberdade sobre a opressão.

Ou, o triunfo inquestionável do capitalismo sobre o comunismo.

Mas, as coisas não podem nem devem ser analisadas por uma ótica tão simplista assim, num tema de tamanha complexidade e com implicações sobre a vida de bilhões de pessoas.

É fato que, a despeito dos inegáveis avanços na universalização do acesso à saúde e à educação, os regimes comunistas desvirtuaram os ideais de Karl Marx, transformando-se em países regidos pela extrema burocracia e pela supressão quase total das liberdades individuais.

Impuseram-se pelo medo e pelo controle da vida das pessoas, quando deveriam se impor através de um processo onde imperassem a igualdade, a solidariedade e a justiça social.

Mas, daí a dizer que o capitalismo triunfou pelos próprios méritos vai uma distância muito grande.

Afinal, se o ´deus mercado´ produziu riquezas e avanços tecnológicos, também gerou um mundo de terríveis desigualdades sociais e ampliou ainda mais o imenso fosso que separa os pouquíssimos muito ricos dos bilhões de muito pobres.

Transformou a exclusão social numa catástrofe de dimensões bíblicas, limitando o bem-estar social a umas poucas nações e gerando países, como o Brasil, com ilhotas de desenvolvimento em meio a bolsões de miséria.

É mais correto, portanto, dizer que foi o comunismo, pela maneira como implantado, quem perdeu, do que afirmar de forma peremptória que foi o capitalismo quem venceu.

Não faz sentido comemorar derrota de um sistema que suprimiu a liberdade e implantou estados-policiais para outro que concede liberdade (está aí uma questão bastante subjetiva), mas não oferece oportunidades iguais para todos e impõe barreiras comerciais e cerca fronteiras que impedem o acesso de produtos e populações dos países pobres e/ou em desenvolvimento às nações ricas e desenvolvidas.



Barreiras invisíveis ou mesmo verdadeiras, como as que os Estados Unidos colocaram na fronteira com o México, para impedir a presença dos hermanos e irmãos que habitam o lado de baixo do continente americano.

Mais do que celebrar a queda do Muro de Berlim ou a suposta vitória do capitalismo sobre o comunismo, é preciso derrubar o intransponível Muro da Desigualdade e construir um novo mundo, sem a exploração do homem pelo homem, sem opressão e sem exclusão.

Pode parecer utopia, mas o que seria de nós se não fosse essa nossa capacidade de sonhar.

E a nossa força, não raro subestimada, para transformar sonho em realidade.

Sim, é possível!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

NO AR, DONA ENEDINA

É de emocionar o material instituicional produzido pelo Governo da Bahia sobre
dona Enedina, a ilheense que aos 100 anos de idade aprendeu a ler e escrever através do Programa Todos pela Alfabetização (TOPA).

Vale a pena conferir o vetê, produzido pela Leiaute:

COM OU SEM VESTIDO?



Este blogueiro aposta um chopps e dois pastel que a estudante universitária Geisy Arruda, de 20 anos, expulsa da faculdade por usar um vestido curto (bota curto nisso!) e depois readmitida; ainda vai acabar recebendo convite para posar nua na Playboy ou alguma revista do tipo.

Afinal, este é o país onde o que não acaba em pizza acaba em capa de revista de muié pelada...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O lorde, o dândi e o analfabeto


Fernando Henrique Cardoso, com seu jeitão de lorde, é tido e havido como um dos principais intelectuais brasileiros, suprassumo do conhecimento acadêmico, farol a iluminar a obscura vida brasileira. Exibe títulos de doutor honoris causa concedidos por universidades mundo afora, numa profusão de diplomas utilíssimos para decorar paredes. Uma pessoa sem a qual, possivelmente, a terra não giraria em torno dele, perdão, do Sol.

Caetano Veloso, no seu eterno estilo dândi, fazendo o tipo blasé, é considerado, não sem justa razão, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, protagonista da Tropicália, significativo movimentos da MPB e autor de letras antológicas, luminar a contrapor a excrescência dos axés, pagodes e outros lixos que nem podem ser chamados de música. Um sujeito sem a qual, possivelmente, a música brasileira seria uma espécie de buraco negro da mediocridade.

Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso, cujos predicados intelectuais e musicais não podem nem devem ser ignorados, são dois ególatras de marca maior.

A idade avançada de ambos não os amadureceu o suficiente para aplacar a vaidade desmesurada e para entenderem que existe, sim, vida longe dos holofotes.

E que o mundo gira e canta sem eles.

Na busca por um brilhareco fugaz, no intervalo de uma semana, Fernando Henrique Cardoso e Caetano Veloso miraram no mesmo alvo: o presidente Lula.

Existe maneira melhor de aparecer do que atacar uma pessoa que está no esplendor do reconhecimento, no mais alto dos cumes, no centro de todas as luzes, por méritos próprios e não por obra do acaso?

Fernando Henrique e Caetano, claro, usaram a polêmica rasteira, para sair um pouco das sombras do anonimato, da aposentadoria compulsória.

Num artigo laudatório, recheado de ressentimentos e ponteado de inveja mal disfarçada, Fernando Henrique atacou Lula, a quem qualificou de autoritário e de adotar uma política equivocada na condição dos destinos do país. Bateu, de forma sutil, na falta de cultura do ex-metalúrgico Lula, entre outras diatribes, prontamente repercutidas por uma parte da mídia que lhe devota uma adoração quase divina.

Esqueceu-se de lembrar que, nos oito anos de seu mandato, o Brasil ´quebrou` três vezes, estatais foram saneadas com dinheiro público e depois privatizadas a preço de ocasião e a credibilidade do país no Exterior era nenhuma.

Caetano, que nos últimos anos só fez sucesso esporadicamente quando regravou canções bregas de sumidades tipo Peninha (quem?), foi ainda mais grosseiro. A pretexto de anunciar ao universo sua intenção de votar em Marina da Silva para presidenta, embora ache Serra bom, mas travado; Dilma boa, mas presa aos esquemas do PT; e goste de Aécio Neves (ufa!), disse com todas as letras que Lula é analfabeto, grosseiro, cafona e não sabe falar.

Óbvio que declarar o voto em Marina lhe renderia pouco espaço na mídia, mesmo a que tem orgasmos quando ele abre a boca para cometer suas pérolas. Caetano sabia, como FHC sabia, que só ganharia as manchetes se atacasse Lula.

Enquanto Fernando Henrique e Caetano Veloso, o lorde e o dândi, babavam por uma réstia de notoriedade, Lula, o analfabeto, recebia na Inglaterra, onde se reuniu com a Rainha Elizabeth, o título de liderança mundial de 2009.

Manteve-se olimpicamente indiferente ao que pensam o grande intelectual e o genial compositor, que brevemente estarão de volta às paradas de insucesso, enquanto a banda toca e a vida segue.

Sem eles...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONVITE DO PAN DE SURF

Uma ponte que nao é apenas uma ponte


Ainda está para ser devidamente mensurada a importância da ponte sobre o Rio de Contas, inaugurada pelo governador Jaques Wagner, que liga Camamu a Itacaré.

Não se trata, obviamente, de uma ponte que liga apenas duas cidades do litoral baiano, ainda que Itacaré seja atualmente um dos principais destinos turísticos do Nordeste.

Trata-se, isso sim, uma obra que interliga, via ferryboat, Salvador e região metropolitana ao Baixo Sul e ao Sul da Bahia, encurtando distâncias e evitando o tráfego pesado e perigoso da rodovia BR 101 e na quase sempre congestionada rodovia Salvador-Feira de Santana.

A ponte é o elo de ligação que une e integra uma faixa considerável do litoral baiano, numa estrada que é cenário de uma natureza exuberante, em meio a rios, cachoeiras, mata atlântica e uma biodiversidade espetacular. Não por acaso, a rodovia BA 001 recebeu o nome de “Estrada Ecológica”.

A obra não terá impactos positivos apenas no turismo, que já se fazem sentir no aumento do fluxo de pessoas em Itacaré, Camamu e nas praias ilheenses, mas também na atração e consolidação de outros investimentos, que virão na esteira de projetos importantes como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, a Zona de Processamento de Exportações, o novo aeroporto de Ilhéus e ainda o Gasoduto da Petrobrás, este um pouco mais distante da faixa litorânea.

São equipamentos capazes de dar um novo impulso a uma economia que sempre dependeu do cacau, que se fragilizou após a chegada da vassoura-de-bruxa e que tem a oportunidade de ganhar um novo impulso, gerando um duradouro ciclo de desenvolvimento sustentável.

Sem correr o risco do exagero, pode-se afirmar que esses investimentos deverão provocar, no Sul da Bahia, o mesmo impacto econômico gerado pela implantação do Pólo Petroquímico de Camaçari, há quarenta anos.

A ponte é, portanto, o símbolo de um novo tempo, que deixou a categoria de promessa, das quais estamos cansados, e já está começando.

O desafio -e ele precisa ser encarado- é justamente proporcionar o desenvolvimento sustentável, de maneira que a atividade econômica geradora de emprego, renda e qualidade de vida, esteja diretamente associada à conservação ambiental.

Tão necessários quanto o porto, o aeroporto, a ferrovia e os empreendimentos complementares será a preservação da natureza, através da adoção de um modelo que não infira danos ao meio ambiente, uma equação que não é de todo impossível, muito pelo contrário.

É possível, sim, fazer do Sul da Bahia uma região de economia forte e dinâmica e ao mesmo tempo conservar para as gerações futuras um patrimônio ambiental que é uma verdadeira dádiva na Mãe Natureza.

Em vez de um abismo entre desenvolvimentistas e ambientalistas, é preciso que entre eles haja uma ponte que atende pelo nome de diálogo.

O caminho está traçado.

E será menos tortuoso e atribulado se quem está junto nessa estrada compreender que o objetivo é (ou deveria ser) o mesmo: uma vida melhor para os milhões de sulbaianos desejosos de atravessar essa ponte que separa a crise e a miséria do desenvolvimento e da possibilidade de uma vida melhor.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

FECHA O BICO, PAPAGAIO!


Durante a visita a Itacaré, para a inauguração da ponte sobre o Rio de Contas, o governador Jaques Wagner deu uma bronca antológica nos chamados ´papagaios de pirata´, aquele grupo de políticos e lideranças que sempre fica em torno da autoridade principal, pra sair nas fotos e nas imagens da televisão.

Incomodado com as conversas paralelas atrás dele no palanque oficial, enquanto discursava, Wagner interrompeu o pronunciamento e disse:

-Vocês querem fazer o favor de ficarem quietos porque essas conversas estão me atrapalhando. E eu vim a Itacaré para falar com o povo.

Teve ´papagaio de pirata´que não apenas fechou o bico, como tratou de bater asas lá para os fundos do palanque

CAIXA DE M...

A Caixa Econômica Federal bem que poderia investir menos em propaganda e mais na melhoria da qualidade dos serviços, que estão cada dia piores.

Nas agências da CEF em Itabuna, a espera na fila pode passar de duas horas, num ambiente lotado. E nem adianta tentar usar os caixas eletrônicos, que de tão obsoletos parecem ter saído da Idade da Pedra.

Vá pra Caixa você também.

Mas vá sem pressa, porque demooooooooooooora.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

CHUVA DE NOTÍCIAS IMPORTANTES

Domingão de feriado prolongado, chuvoso, um convite pra ficar em casa.

Mas, o que seria de nós se não fosse a internet, a nos oferecer algumas informações, sem as quais a vida não teria sentido?

Exemplos? Eles estão aí, aos borbotões. Confira...


Claudia Leitte tapa o rosto
e mostra as pernas em show

Ex- de Adriano samba
com calcinha à mostra

De mini-saia, Nana Gouveia
vai à quadra da Viradouro

Perlla sobe no palco com
vestido curtinho no RJ

Ex-´No Limite” vende
flores e seduz na feira