quinta-feira, 30 de abril de 2009

Movimento dos Sem Educação

Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgados pelo MEC trazem números alarmantes, mas não embutem nenhuma novidade.

Infelizmente.

O que se observa, a partir dos dados do Enem, é que o nível da educação brasileira, apesar dos esforços governamentais verificados especialmente na última década, continua baixíssimo. Inacreditáveis 74,3% das escolas brasileiras apresentaram nota abaixo da média, que é de 50,52 pelos critérios do MEC.

Isso significa que praticamente 2/3 das escolas são reprovadas, oferecem um ensino que não ensina, se é que isso seja possível.

Nesse grupo, estão incluídas as escolas públicas e privadas.

Quando se faz a separação, apresenta-se diante de nós o imenso e intransponível fosso que separa os que podem e os que não podem pagar para ter uma educação de qualidade.

O Enem revela que apenas 8% das escolas públicas estão entre as melhores do país. É muito pouco e é também um retrato cruel do nível (ou da falta dele) no ensino público, que pode até estar se universalizando, mas continua capenga.

Estatisticamente, é confortador saber que quase todas as nossas crianças têm acesso à escola.

Mas, ao mesmo tempo é decepcionante constatar que estar na escola não significa necessariamente aprender.

As escolas públicas de alto nível são exceções, quando deveriam ser regra.

São exibidas pela publicidade federal, estadual e municipal com “jóias”, mas são raras e, portanto, inacessíveis à esmagadora maioria dos estudantes.

Essa diferença brutal entre a escola pública e a escola particular, resulta num sistema perverso: praticamente só entra na universidade pública, notadamente os cursos mais disputados e com maior potencial de acesso ao mercado de trabalho, o aluno oriundo do ensino privado.

Ao aluno da rede pública restam -e aí se dá a inversão de prioridades- as faculdades particulares, impondo aos estudantes e/ou seus pais, imensos sacrifícios para pagar as mensalidades.

Tudo bem, existe hoje o sistema de cotas, mas trata-se de um paliativo. Como se a exclusão social pudesse ser reduzida dessa maneira. Não pode.

As cotas têm lá sua validade, mas não é esse o caminho.

O caminho, e ele existe, é promover a inclusão social através da educação de qualidade.

Implica em mudança de mentalidade, em políticas públicas eficazes, em investimentos pesados. Mas, é a única maneira de evitar que nossas escolas sejam apenas espaços físicos muitas vezes mambembes, onde finge-se que ensina e finge-se que aprende.

O que não dá para fingir, até porque os números estão aí para desmentir, é que temos um sistema educacional capaz de levar o Brasil e os brasileiros a um estágio de desenvolvimento que resulte em qualidade de vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A SELEÇÃO NA BAHIA. COM RONALDO?


A CBF confirmou para o Estádio de Pituaçu, em Salvador, o jogo entre Brasil X Chile, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28), pelo governador Jaques Wagner, após receber um telefonema do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, confirmando a partida na Bahia.

O jogo, que pode garantir matematicamente a vaga do Brasil na Copa, acontecerá no próximo dia 9 de setembro.

Para completar a cereja no bolo, imaginem se Ronaldo voltar à Seleção justamente no jogo em Salvador?

Pelo que o gorducho fenomenal está jogando (e pelo que os outros não estão jogando) que ninguém duvide disso...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O MACACO TÁ CERTO


A novela “Caras & Bocas” da Rede Globo, em que o macaco Chico vai se revelar um excepcional artista plástico, nos leva a três conclusões, de fundamental importância para os destinos da humanidade:

- O macaco pinta melhor do que muito artista plástico por aí.

- Representa melhor do que a maioria dos atores e atrizes da própria novela em que atua.

- Possui mais neurônios do que todos os Big Brothers. Juntos!

O que, convenhamos, não é lá grande coisa...

LIÇÃO DE CASA

“Eu havia passado uma redação para a turma e estava corrigindo as provas, quando dois alunos começaram a discutir. Daí partiram para xingamentos pesados.
De repente, um dos alunos tirou uma faca da bolsa e avançou para cima do colega. Imediatamente, fui até eles e impedi que a agressão se consumasse, embora os palavrões continuassem.

Pedi que os dois alunos deixassem a sala de aula e disse que comunicaria o fato à direção da escola.

Eles se recusaram a sair e continuaram se xingando.

Insisti que eles se retirassem e um deles, ao sair, bateu a porta da sala de aula com força.

Fui atrás do menino, fiz com que ele voltasse e se desculpasse.

Aí aconteceu o inesperado. Em vez de se desculpar, o menino virou-se para mim e disse com arrogância

-Eu sei onde a senhora mora, onde os pais da senhora moram e que horas a senhora chega em casa de noite. Não dê mole comigo que eu te acerto...

Pelo tom de voz, percebi que o menino não estava brincando.

Fui à direção da escola, comuniquei o fato e disse que aquilo era caso para punição rigorosa. A diretora procurou contemporizar e falou que iria suspender por três dias os alunos que haviam brigado. Nada mais do que isso.

O pior é que, pouco tempo depois, a mãe do aluno que me ameaçou, que nunca havia participado de nenhuma atividade na escola, me procurou para dizer que eu havia sido grosseira com o filho dela, que ele ainda era uma criança e que iria me denunciar na justiça..

Tentei explicar que o filho dela havia puxado a faca para um aluno e ameaçado a mim e à minha família, mas nada adiantou. O filho estava certo e eu errada. Ponto final.

Não houve punição alguma para os alunos que brigaram na sala de aula e o menino que me ameaçou tornou-se ainda mais arrogante, como se fosse uma espécie de herói numa turma formada basicamente por filhos de famílias carentes da periferia, onde na ausência do poder público, a violência é regra.

Depois daquele fato lamentável, minha situação diante dos alunos se tornou tão insustentável que decidi solicitar afastamento da escola.

Não sou de desistir fácil, acredito na força transformadora da educação, mas esse tipo de situação, que é quase regra, dá uma sensação de impotência, como se a escola não significasse para aqueles meninos e meninas uma oportunidade de inclusão social.

Na prática, parece que não significa mesmo.

Vou continuar sendo professora, porque essa é minha vocação, mas entendo que precisamos repensar não apenas a escola, mas a sociedade como um todo.

O que esperar de uma sociedade em que uma criança, por força da conjuntura social do meio em que vive, torna-se um marginal em potencial?”

o-o-o-o-o-


O depoimento acima foi prestado por uma professora da rede pública em Itabuna.

Deve servir de reflexão para o modelo de cidade, de estado e de país que estamos construindo.

Ou desconstruindo...

domingo, 26 de abril de 2009

UM CRAQUE DA PESADA

Esse blogueiro, sãopaulino até a raiz dos cabelos que ainda restam, reconhece:

-Se em terra de cego quem tem um olho é rei, em futebol de cego quem tem Ronaldo é campeão.

O Paulistão já é do Curintia!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

BAR DAS PUTAS


Ano de 1981. O Diário de Osasco finalmente trocava as velhas impressoras e linotipos e passava a ser impresso em off-set. Era como pular da Idade da Pedra para o futuro, sem escalas.

O Diário deixava de ser temporariamente diário para se tornar semanal, embora continuasse ostentando o título Diário.

Para o Vrejhi Sanazar, dono do jornal, era um salto de qualidade e a oportunidade de atrair anunciantes. Fazer dinheiro, enfim.

Para mim e para o Giovanni Palma, que tocávamos a redação, era o passaporte para a modernidade, poder ousar nos textos, nas fotos, no formato da primeira página.

Mais do que isso: como o jornal seria diagramado e impresso no prédio do Estadão (O Estado de São Paulo) na marginal Pinheiros, era a chance de viver o clima de grande imprensa, cruzar com o pessoal que fazia aquele que na época era o mais influente jornal brasileiro, até ser ultrapassado pela Folha de São Paulo.

Era também uma oportunidade para manter contato com grandes jornalistas, não apenas do Estadão, mas também de outros veículos, já que após o fechamento das edições (naquele tempo os jornais fechavam de madrugada e não eram essa coisa pasteurizada e insossa de hoje), o pessoal se dirigia a um ´pé sujo´ na avenida da Consolação, onde um churrasquinho ou uma batata frita honestos eram oferecidos a preço justo. Obviamente acompanhados de uma cervejinha, uma batidinha, uma cachacinha.

Ou tudo junto!

O local era chamado de Bar das Putas, porque além dos companheiros jornalistas, as companheiras operárias do amor também batiam ponto lá, fechando a noite de trabalho duro (ops!). Uma convivência harmoniosa, num local que marcou época numa São Paulo ainda sem crack e sem tanta violência.

Foi no Bar das Putas, enquanto entornava uma dose tamanho família de batida de limão e comemorava com o Palma mais uma bela edição do nosso “Diário semanal”, que ouvi a seguinte frase de uma das distintas freqüentadoras:

-O cara quando quer uma puta só pra ele, tem que pagar bem. Se não pagar, vai ter que dividir com os outros e se contentar com as sobras.

Num país onde, diz a lenda, cafetão se apaixona, puta goza, traficante cheira e político honesto é mais raro do que bispo paraguaio sem filhos, a moçoila perpetrou um comentário de antologia.

Os intocáveis

Enquanto o escândalo das passagens aéreas na Câmara dos Deputados estava mandando para os ares apenas integrantes do chamado “baixo clero” ou mesmo figuras conhecidas que repetidamente estão associadas à traquinagens, reforçava-se a impressão, quase um senso comum, de a maioria dos nossos legisladores se especializou em legislar em causa própria.

Mas eis que em meio a esse sui generis programa de milhagens começam a surgir, entre seus beneficiários figuras tidas como vestais, paladinos da ética, oráculos da moralidade.

É o caso do deputado federal Fernando Gabeira, flagrado distribuindo passagens aéreas para familiares. É o mesmo tipo de irregularidade cometida por um obscuro deputado do Rio Grande do Norte, metido a conquistador, que usou sua cota de passagens para, entre outras coisas, pagou passagens para que a apresentadora (?) Adriane Galisteu e a mãe dela fossem passear nos Estados Unidos.

Gabeira, dono de uma biografia extraordinária e de uma postura que o difere (ou diferia) do político-padrão, é uma espécie de referencial quando a mídia quer fazer um contraponto aos “podres poderes”. É o sujeito que, com as câmaras e microfones providencialmente ligados, desanca colegas em público e cobra moralidade e transparência.

É mais ou menos assim: “se todos fossem como Gabeira, a política não seria a sujeira que é”.

Ficou mais ou menos assim: “todos são iguais, mais um são mais iguais do que os outros”.

Enquanto boa parte dos envolvidos no escândalo é queimada na fogueira da inquisição, a Gabeira é dado o beneplácito da biografia, como se fosse apenas um pequeno deslize. O deputado reconheceu o erro, pediu desculpas publicamente e -rápido no gatilho- se dispôs a liderar uma cruzada moralizadora contra (o que mais poderia ser?) o abuso no uso de passagens aéreas.

De fato, diante do que alguns dos nobres deputados e senadores fazem nos bastidores daquela maravilha arquitetônica projetada por Oscar Niemayer, o que Gabeira fez foi uma bobajota.

Mas, ao se “igualar aos iguais” naquilo que eles têm de pior, o deputado sinaliza que é preciso uma profunda mudança de comportamento na classe política.
Porque, quando se começa dividir entre “bom ladrão” e “mau ladrão” (no sentido bíblico e não policial), é porque a cruz do cidadão de bem, que dá um duro danado para sobreviver e mantém a boa vida dessa turma a custas de impostos e mais impostos, está cada vez mais difícil de carregar.

Pior do que o deslize de Fernando Gabeira é a explicação do Corregedor Geral da Câmara, o deputado federal baiano ACM Neto, para a sucessão de escândalos: “acho que está na hora de a Casa ter coragem de se defender. Estão colocando nomes de pessoas sérias como se fossem bandidos! Acho que a imprensa quer fechar o Congresso", disse ele do alto de seu prodigioso DNA político.

A culpa, então, é da imprensa!

Alguém aí se lembra da piada do sujeito que encontra a mulher com o amante na cama e toma uma atitude drástica?

Vendeu a cama...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

FUTEBUNDA


Só consegui ver, pela ESPN, os melhores, quer dizer, piores, momentos de São Paulo x América de Cali pela Libertadores.

Um horror!

Mesmo enfrentando o time reserva do América, o tricolor paulista ganhou no sufoco e de virada por 2x1, com um gol de bunda do jogador Dagoberto.

Pra se ter uma idéia do atual nível do futebol que se joga nesta América do Sul, mesmo jogando “futebunda” o São Paulo ainda terminou líder de seu grupo.

Brasileiro, argentino, colombiano, uruguaio, paraguaio e até venezuelano que jogue alguma coisa minimamente parecida com futebol vai logo pra Europa ou Japão.

Aqui fica o rebotalho ou quem não deu certo por lá.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

LIBERARAM O CAMARÃO


Boa noticia para Canavieiras:

voltou a ser liberado repovoamento de camarões em cativeiro, após mais de oito meses de proibiçao por conta de uma doença chamada "mancha branca". A atividade camaroneira gera cerca de mil empregos em Canavieiras e a suspensão havia provocado demissões em massa.

A liberação partiu da Secretaria da Agricultura, através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em conjunto com o Ministério da agricultura (Mapa) e Bahia Pesca, onde concluíram que o vírus da Mancha Branca e da Necrose Hipodérmica Hepatopoética Infecciosa (NHHI), doenças que acometem esse tipo de crustáceo, já estão sob controle.

Em agosto do ano passado, após o surgimento da doença na região, todas as fazendas de criação de camarões foram interditadas pela agência. A Adab, seguindo orientação do Mapa e normas internacionais, realizou coleta de material para exames, controle do trânsito e orientou o processamento da produção do camarão para comercialização, além de realizar atividades de educação sanitária e reuniões periódicas com os produtores para esclarecimento da situação

Caminho das Índias


A se confirmarem os projetos anunciados pelo Governo Federal e o Governo Estadual, o Sul da Bahia está prestes a viver um novo ciclo de desenvolvimento, com a vantagem de que não dependerá apenas de um único produto, embora o cacau ainda reúna condições de ser um componente importante na economia regional.

Durante a visita a Itabuna, no último final de semana, o governador Jaques Wagner confirmou que, a despeito da crise mundial, estão garantidos os investimentos para a implantação do Porto Sul, da Ferrovia Oeste-Leste, do novo aeroporto de Ilhéus e da Zona de Processamento de Exportações.

Também está prestes se concretizar um sonho de quase duas décadas, a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, obra já em fase de estudos técnicos.

Some-se a isso, o PAC do Cacau, que a partir da definição sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais, poderá sair do papel e deslanchar de vez, possibilitando a liberação de novos recursos para a retomada da produção de cacau em níveis competitivos e a execução de projetos de diversificação, como agroindústria, fundamentais para agregar valor e fazer com que deixemos de ser apenas geradores de matéria-prima.

Esses investimentos darão um novo impulso a uma região que tanto deu à Bahia e que há mais de duas décadas atravessa uma crise sem precedentes em sua história. Uma região que vinha sendo solenemente ignorada por governantes que aqui só apareciam em busca de votos e que passou a receber uma atenção especial com Lula e Wagner.

O Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste criarão oportunidades para a criação de um pólo industrial, não apenas no setor de siderurgia, com os minérios, como no setor têxtil, com o beneficiamento de algodão. Itabuna tem estrutura e reúne condições de abrigar o pólo têxtil. A ferrovia poderá fazer também com que a soja, hoje exportada pelo terminal privado de Cotegipe, na Bahia de Aratu, volte a ser movimenta por Ilhéus.

A duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna não terá impacto apenas regional, mas poderá significar uma “ponte” ao Norte/Noroeste de Minas Gerais, para escoar sua produção através do Sul da Bahia. Haverá, também, um incremento do turismo, atividade cujo potencial ainda não foi devidamente explorado.

Trata-se, portanto, de uma oportunidade histórica, daquela que não pode ser desperdiçada, sob pena de comprometer as futuras gerações de sul-baianos. Além do indispensável apoio governamental, há que prevalecer o espírito empreendedor, fazendo que esses projetos, a partir de sua concretização, gerem emprego, renda, desenvolvimento, qualidade de vida para a população.

Em tempo: Jaques Wagner realiza essa semana uma viagem à Índia, país que hoje é exemplo de solidez em meio à crise mundial e que, a exemplo do Brasil, está conseguindo reduzir sensivelmente a exclusão social.

Wagner se reúne com cerca de 60 empresários dos setores de mineração, têxtil e tecnologia da informação. Vai apresentar a eles justamente projetos que envolvem o Sul da Bahia, como a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul, além do potencial representado pelas reservas minerais, especialmente o minério de ferro do sudoeste baiano.

Ao fazer o “Caminho das Índias”, Wagner pode estar dando um passo decisivo para ajudar o Sul da Bahia a refazer seus caminhos.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

ESSE BISPO É F... (LITERALMENTE)

Depois de ter assumido a paternidade de um menino, concebido enquanto ainda era bispo da Igreja Católica, o atual presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode ver sua prole aumentada.

Em entrevista ao jornal Ultima Hora, de Assuncion, Benigna Leguizamón revelou que Fernando Lugo é pai de seu filho, de seis anos de idade e disse que está disposta a submeter a criança a um exame de DNA. Benigna tinha 17 anos e já era mãe de duas crianças quando começou a manter um relacionamento íntimo com o bispo.

Esse Lugo deve ter uma certa fixação naquela parte da Bíblia que diz “crescei-vos e multiplicai-vos”.

Que o Senhor Deus nos perdoe pela blasfêmia, mas a piada é inevitável: parece que no Paraguai até os bispos são falsificados...

QUANTA ENERGIA!


Na hora de tratar o cliente a pontapés quando alguém tem alguma reclamação a fazer, incluindo uma espera de até três horas na fila, a Coelba age como empresa privada.

Mas, sempre há uma recaidazinha dos tempos empresa pública. No pior sentido da expressão.

E não é que os postos de atendimento não funcionaram hoje, por causa do feriado de amanhã, dia 21.

Quem procurou a empresa nesta segunda-feira deu com a porta na cara e o aviso: “Só voltaremos a abrir na quarta-feira”.

Em tempo: nem o Governo Federal, nem o Governo do Estado, pródigos em “enforcamentos” quando os feriados caem na terça ou na quinta-feira, deixaram de ter expediente normal hoje.

O CACAU EM REVISTA



A revista História da Biblioteca Nacional, edição de abril, traz como manchete de capa e matéria especial o Cacau. A matéria, dividida em três partes, conta a história da descoberta pelos europeus do fruto cultuado pelos maias, as delicias do chocolate e fala sobre a cultura que marcou a civilização cacaueira no Sul da Bahia.

Vale a pena comprar nas bancas. Leia, abaixo, um dos trechos da reportagem:

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Paraíso dos preguiçosos

Viajantes estrangeiros se espantavam com o “atraso” do povo de Ilhéus. Seus relatos influenciaram a imagem da região

Quando se fala da região cacaueira do sul da Bahia, a primeira imagem que vem à cabeça é a dos livros de ficcionistas locais, como Jorge Amado (1912-2001) e Adonias Filho (1915-1990). Eles retratam com riqueza de detalhes os valores, as convenções sociais e as práticas políticas dos tempos em que a produção prosperava, principalmente no início do século XX.
Mas como a memória é seletiva, eles privilegiam uma imagem exótica e sedutora – seja pela exuberante paisagem tropical, seja pelas mulatas cor de canela. Em um passado mais remoto, o retrato que se fazia da região era bem diferente. Relatos de viajantes estrangeiros, feitos numa época em que o cacau ainda nem tinha se consolidado como “produto-rei” por ali, revelam outras características de Ilhéus e de seu povo. Com o filtro do olhar europeu.
A primeira tentativa de cultivo na região ocorreu quase dois séculos antes de o cacau realmente vingar e se tornar símbolo do lugar. Foi uma iniciativa da Coroa portuguesa, em 1780, e tinha tudo para dar certo: o chocolate fazia sucesso na Europa e a demanda pelo produto estava em alta, inflacionando os preços. A rainha, D. Maria I, ofereceu sementes da planta aos moradores de Ilhéus, comprometendo-se a pagar um preço mínimo pelo produto. O cultivo não exigia maiores cuidados além do trabalho de colher, mas, apesar das facilidades oferecidas, os agricultores consideraram a proposta uma “bagatela”. A grande maioria continuou se dedicando ao açúcar e a produtos de subsistência, como arroz e mandioca. A exceção foi o Engenho do Acarahy, que quatro anos depois da chegada daquelas primeiras sementes já estava com uma roça bem formada, com mais de seiscentos pés. E isso “sem o menor esforço”. Mas o panorama pouco se alterou com o passar do tempo, e quase não se ouviu falar da capitania de São Jorge de Ilhéus ou do cacau até o século XIX. (...)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Deva, não negue. Pague, senão morre


Nestor Bispo dos Santos, 22 anos, foi morto com vários tiros e seu corpo jogado num terreno baldio em Itabuna.

Era usuário de drogas, tinha passagens pela polícia por ter cometido pequenos delitos e estava devendo aos traficantes.
Não tinha dinheiro para pagar a dívida, não conseguia parar de fumar crack e diante das ameaças que vinha sofrendo, confessou à irmã que pretendia sair de Itabuna.

Como-se vê, não deu tempo.

Nestor é mais uma das inúmeras vítimas de uma lei perversa no mundo da droga: não importa o quanto deve ao traficante, podem ser irrisórios 10 reais ou 100 reais. Não pagou, morre.

É a maneira que os traficantes encontram para desencorajar novos calotes.

A última vítima foi Nestor Bispo, mas antes dele vieram outros, outros e mais outros. Não passa um dia em Itabuna sem que ocorra pelo menos um assassinato que tenha como pano de fundo o tráfico de drogas.

Embora o consumo de drogas atinja todas as classes sociais, a explosão de violência afeta principalmente os usuários da periferia da cidade, que entram na espiral do vício, são levados a cometer pequenos furtos (que invariavelmente começam dentro da própria casa) e inicia um caminho sem volta e com final previsível.

Boa parte das vítimas dessa guerra nada santa travada em torno do tráfico de drogas não cruzou a barreira dos 20 anos de idade.

Adolescentes e até crianças são levadas ao vicio, tornam-se dependentes e muitos viram soldados do tráfico, os chamados “aviões”, plenamente descartáveis quando se tornam incômodos, dada a profusão de mão de obra à disposição dos traficantes.

É uma guerra que se trava na “arraia miúda” do tráfico, já que os grandes fornecedores raramente dão as caras, e quando dão não costumam ser importunados por uma polícia inoperante e muitas vezes conivente.

Alguns pontos de droga na periferia de Itabuna (e de tantas outras cidades brasileiras é bom que se diga) são tão conhecidos que, se não houver conivência policial, temos aqui um surto de cegueira digno de entrar nos compêndios da medicina.

Por conta do tráfico e da facilidade com que a droga se espalha, cada vez mais nossos jovens tem suas vidas ceifadas de maneira brutal.
Óbvio que a questão da droga não se resume a repressão, embora ela funcione.

O consumo de crack, por exemplo, ganhou tamanha proporção que se tornou uma questão de saúde pública.

Uma autêntica calamidade, que precisa ser combatida principalmente com a adoção de política de inclusão social que ofereça aos nossos jovens pelo menos uma alternativa de vida.

Enquanto essa alternativa não surge, o destino de Nestor Bispo e de seus colegas de vício e de infortúnio está selado.

Substitui-se o famoso “devo não nego, pago quando puder”, “deve, não negue, pague, senão morre”.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ESCOLINHA DO PROFESSOR GALVÃO


Dia desses, vendo pela tevê o Galvão Bueno tentar transformar um lance bisonho de Ronaldo numa jogada de gênio, lembrei-me de um episódio ocorrido lá pelo início dos anos 80. Do século passado!

A gente cobria, pela Radio Difusora Oeste, de Osasco, um jogo entre São Paulo e Náutico, pelo Campeonato Brasileiro. A partida não valia nada, porque os dois times já não tinham chances de classificação. Um desses jogos de entediar até torcedor fanático do São Paulo, como é o caso deste blogueiro.

Partidinha insossa, modorrenta, num Morumbi quase vazio.

Lá pelas tantas, o narrador Silva Netto (mais fanático ainda pelo São Paulo) narra um chute todo errado do atacante como se a bola tivesse “raspado” a trave.

Quando ele me acionou para contar como foi o lance, eu disse o que vi:

-A bola passou longe, sem nenhum perigo pro goleiro, segue o jogo...

Nem tinha notado que Silva Netto havia dito que a bola que passou longe tinha passado perto do gol.

Mas ele notou que eu o desmenti no ar, sem querer e sem perceber.

Em vez de seguir a narração do jogo, o que seria normal, ele decidiu me corrigir:

-A bola passou perto, um lance de perigo do São Paulo...

E eu, em vez de encerrar o assunto e pensar na morte da bezerra, insisti:

-Não, Silva, a bola passou longe. Estou ao lado do campo e vi...
Que nada!

Para o Silva Netto havia sido lance perigoso e não tinha jeito. Enquanto o jogo corria sem graça, os ouvintes da Difusora testemunhavam uma inacreditável discussão entre o narrador e o repórter, acerca de um lance banal.

Voltei a pensar na morte da bezerra e acabei concordando com Silva Netto, antes que ele transformasse uma bola que quase derrubou a bandeira de escanteio em gol do São Paulo.

Sem o “gol do Silva Netto” o jogo terminou mesmo em 0x0.

OS DONOS DO MUNDO

A gerente de pesquisas e professora do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz, Solange França, é mais uma vítima da truculência com que habitantes do chamado Terceiro Mundo são recebidos pelas autoridades da Europa, numa onda de xenofobia que só tende a aumentar com a crise econômica que ceifa milhões de empregos em todo o planeta.

Solange, que não tem o perfil de imigrante ilegal, foi barrada ao desembarcar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Estava com a documentação em ordem, comprovação de local de hospedagem e dinheiro suficiente para suas despesas, mas foi tratada de maneira grosseira pelos policiais e ficou presa numa sala sem ventilação. Sem poder se comunicar com amigos e sem conseguir fazer contato com a embaixada brasileira, se viu diante de duas opções: permanecer presa ou ser deportada para o Brasil.

Entre a prisão e a deportação, achou mais sensato voltar para casa e encerrar, de forma abrupta, uma viagem de férias e de trabalho, que incluía visitas a museus, teatros e laboratórios de pesquisa.

Casos como os de Solange acontecem às centenas, talvez milhares, todos os dias em portos, aeroportos e postos de fronteira europeus. Asiáticos, árabes, africanos e sul-americanos (os brasileiros incluídos) são alvo desse tipo abominável de tratamento. Um policial geralmente grosseiro e mal preparado, simplesmente não vai com a cara do visitante e isso já é motivo para a deportação, antecedida por momentos de pânico em salas que se equivalem a prisões e na prática são isso mesmo.

Acontece na França, na Espanha, na Alemanha, na Itália, na Inglaterra, na Europa toda.

No ano passado, centenas de brasileiros foram enxotados da Espanha, em cenas que as emissoras de televisão não se cansaram de exibir. Humilhação pública, truculência, exibição de poder.

Não é difícil imaginar o que a professora Solange França passou nas poucas horas em que esteve na França (se é que se pode classificar sua desventura como ´estar na França´). Uma sensação de impotência, diante de um inimigo invisível, mas poderoso. Não pode entrar em fim de papo!

Fim de papo?

Cadê a reciprocidade?

Enquanto somos tratados como vira-latas quando, mesmo a passeio ou a trabalho, tentamos pisar o solo europeu (que um dia já foi chamado de Berço da Civilização, ora vejam!), estendemos tapete vermelho e cobrimos de salamaleques os europeus que nos visitam, mesmo o rebotalho que vem a esse paraíso tropical para fazer turismo sexual.

Em Ilhéus, Itacaré e Porto Seguro, turistas europeus, com seus euros valiosos, são tratados como reis e rainhas. Só faltamos nos curvar quando eles passam, numa reverência despropositada, subserviente.

Não se trata de defender aqui que esses turistas sejam tratados a pontapés. Afinal, o turismo é uma excelente fonte de renda, aquece a economia e gera empregos.

A questão - e isso demanda uma ação de Governo- é exigir das autoridades européias que os brasileiros recebam o mesmo tratamento que seus cidadãos têm aqui.

E evitar que nossa gente seja tratada como animal, quando animais são aqueles que se acham donos do mundo, por habitarem uma Europa próspera.

Que, não custa nada lembrar, prosperou e atingiu um elevado nível de desenvolvimento humano graças à exploração, durante séculos, de colônias nas Américas, na África e na Ásia.

A mesma gente que eles exploraram a exaustão e agora barram como se fossem doentes contagiosos, indesejáveis.

E pensar que a França que transformou a professora Solange numa imigrante ilegal em potencial consagrou um filosofia que mudou o mundo.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade”...

Esquece isso, cara-pálida!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um texto que V. não vai ler


V. tem 32 anos, é casada, um filho, empregada doméstica, mora num lugar paupérrimo e de nome obsceno na periferia de Itabuna, chamado, sabe-se lá porque, Buraco da Gia.

O lugar, que não pode ser em hipótese alguma chamado de bairro, é a síntese de todo tipo de ausência de serviços públicos. Não tem escola, não tem posto de saúde, não tem pavimentação. A coleta de lixo e o abastecimento de água são precaríssimos.

Em períodos eleitorais, o Buraco da Gia costuma receber candidatos em busca de votos e munidos de promessas de melhorias.

Conquistados os votos, as melhorias não saem da categoria promessa e o Buraco da Gia volta a ser o lugar de nome obsceno, habitado por gente honesta e trabalhadora, como a doméstica V., que dá um duro danado para sobreviver com dignidade.

Mas V., além de morar no Buraco da Gia e ter que faltar ao trabalho quando chove demais, tem uma característica que a poderia tornar diferente, mas lamentavelmente a iguala a milhões de baianos: não sabe ler nem escrever.

É analfabeta.

Falar em analfabetismo num país de tecnologia de ponta, de acesso a internet em qualquer ponta de rua (inclusive no Buraco da Gia), de universalização do ensino, parece um contra-senso, um mergulho nos meados do século passado.

Não há nada de contra-senso, nem V. é uma personagem exótica, uma exceção.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação, existem na Bahia, cerca de dois milhões e cem mil pessoas com mais de 15 anos, como V., que não sabem ler nem escrever.

Isso, sem contar os chamados analfabetos funcionais, gente que em tese sabe ler e escrever, mas na prática precisa de ajuda até para identificar o ônibus que os leva de casa para o trabalho e para quem o jornal diário é apenas um monte de figuras incompreensíveis.

Não é por acaso que, ainda segundo a Secretária Estadual de Educação, a Bahia ocupe o penúltimo lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica no Brasil. O ensino básico possui, além de escolas com estrutura precária, um déficit de cerca de 5 mil professores.

Nesse sentido, iniciativas como o programa Todos pela Alfabetização (TOPA), desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação e amplamente respaldado pelo Governo da Bahia, tornam-se fundamentais para mudar uma realidade vergonhosa, fruto de décadas de descaso com a educação e de sucateamento do ensino público.

O TOPA tem uma meta ambiciosa: alfabetizar um milhão de pessoas e reduzir em 50% o índice de analfabetismo da Bahia. É um projeto que demanda não apenas esforço governamental, mas a participação de todos os segmentos da sociedade organizada.

Passa pela articulação de prefeituras, faculdades, clubes de serviço, sindicatos, associações, ONGs, toda envolvidas numa missão difícil, mas imprescindível, abrindo as portas da inclusão social para centenas de milhares de baianos, privados do mais elementar dos direitos.

O secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, entre tantos desafios que vem enfrentando, terá dado uma contribuição inestimável ao Estado que o acolheu, caso o TOPA atinja seus objetivos.

Não será -é bom que fique bem claro- uma vitória particular, visto que se trata de uma ação conjunta, uma política de governo. .

Será principalmente, uma vitória de gente com V. que poderá mostrar e também assinar com orgulho seu nome e sobrenome, hoje substituídos pela impressão digital; sair do anonimato e das trevas do analfabetismo e descortinar um novo mundo, deixando de ser apenas um número numa estatística vergonhosa e se tornar, com todas as letras, uma cidadã de verdade.

NEM COM VIAGRA


Sabem qual a semelhança entre a turma do Casseta & Planeta e certos jogadores de futebol no ocaso de suas carreiras?

É que eles não sabem a hora de parar.

Tudo bem, a piada é sem graça.

Mas, alguém ainda consegue achar graça naquele programa de humor (?) que eles apresentam na Rede Globo?

A estréia da versão 2009, ontem, foi de chorar. Não de rir, mas de pena.

Para azar deles, logo depois entrou a turma do Toma Lá Dá Cá, essa sim batendo um bolão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

OLHA O GOLPE AÍ, GENTE!

Hoje é meu dia de sorte!

Vejam a mensagem que recebi pelo celular:

“SBT informa: seu aparelho móvel foi contemplado e ganhou um automóvel FIAT PALIO + 5 mil. Ligue grátis de um residencial para 03185966422 senha 2530”.

Basta ligar. Provavelmente uma moça com voz simpática te atende, pede alguns dados pessoais, anota e diz que retorna mais tarde pra informar onde receber os prêmios.

Carro novo, cinco mil no bolso. E o nome e o CPF na mão da bandidagem pra abrir contas bancárias, empresas fantasmas, fraudes em licitações, etc., etc., etc.

O incrível não é aplicarem esse tipo de golpe.

O incrível é que ainda tem um monte de otário que cai.

Façam bom proveito com o “meu” carro e o “meu" dinheiro...

DRAGÃO APAGADO, TIGRE DESDENTADO

O Colo Colo começou o Campeonato Baiano de 2009 com ganas de repetir a façanha de 2006, quando surpreendeu a todos e conquistou o título ao vencer os dois turnos.

O Itabuna esperava, no mínimo, bisar 2008, quando se classificou para o quadrangular final e chegou à última rodada com chances de conquistar o título.

Não deu.

Os times que representam as duas principais cidades do Sul da Bahia e que alimentam uma saudável realidade encerraram a fase classificatória de forma melancólica.

O Itabuna terminou em 6º. lugar, com 28 pontos ganhos. Foram 8 vitórias, 4 empates e 10 derrotas.

O Colo Colo acabou em 7º. lugar, com 22 pontos ganhos. 7 vitórias, 1 empate e 14 derrotas.

Vamos além da frieza dos números.

O Itabuna em momento algum empolgou o torcedor. A exceção de uma ou outra boa exibição e ao talento isolado do atacante Neto Berola, o time nunca deu mostras de que poderia lugar pela classificação. Perdeu pontos inacreditáveis dentro de casa e quando ganhou de 4x0 do Atlético, em Alagoinhas, já era uma espécie de “canto do cisne” ou “suspiro de afogado”.

Entrou e saiu do Baianão sem deixar saudades no torcedor, sem deixar saudades em ninguém. Um time absolutamente insosso.

Se o Itabuna ficou sempre no meio da tabela, naquela zona morta, o Colo Colo foi pior ainda.

Em vez de brigar pelo título, o time ilheense flertou com o rebaixamento durante todo o campeonato. Seu único momento de brilhareco foi na vitória contra o Bahia, no Estádio Mario Pessoa. Não é lá coisa pra se soltar fogos: o Bahia andou perdendo até para o Madre de Deus e foi goleado pelo medíocre Ipitanga.

O Colo Colo salvou-se da degola das ultimas duas rodadas. Afinal, tem que ser muito ruim, mas muito ruim mesmo, para ser pior do que o Feirense, o Madre de Deus, o Camaçari e o Poções, este último rebaixado para a segundona com todos os méritos. Ou deméritos melhor dizendo.

Enfim, para nós, o Baianão acaba com um Trigre desdentado e um Dragão apagado.

Vamos ter que assistir pela televisão Vitória, Bahia, Fluminense de Feira e Atlético de Alagoinhas disputarem o titulo; enquanto nos empanturramos de jaca e caranguejo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

WAGNER EM ITABUNA


O governador Jaques Wagner volta ao Sul da Bahia menos de um mês depois de ter aterissado em Itabuna para anunciar a liberação de recursos para o sistema de saúde pública e inaugurar equipamentos para tratamento das vítimas da dengue.

No próximo sábado (18), Wagner estará em Itabuna e Camacan, onde anuncia novos investimentos e inaugura obras.

A agenda oficial deve ser definida até quarta-feira, mas a pauta incluirá o Porto Sul, um mega-projeto que pode mudar o perfil econômico da região; e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, esta uma obra reivindicada há décadas pela população das duas cidades.

domingo, 12 de abril de 2009

RONALDO POOOOOOOODE!


Antes de mais nada, esse blogueiro é torcedor do São Paulo, mas acha que o time mereceu perder para o Corinthians, porque jogou como time pequeno. E quem é gigante como o São Paulo e joga feito anão, tem que perder mesmo.

Agora, a pergunta que não quer calar: aquela entrada violenta de Ronaldo no zagueiro André Dias não era lance para cartão vermelho? Era, embora o quase sempre correto Arnaldo César Coelho, da Rede Globo, tenha feito contorcionismos verbais para explicar que “era, mas não era”, porque o jogo estava no início.

Como se houvesse alguma regra para determinar o que é falta violenta no começo, no meio e no final do jogo. Arnaldo, cujo principal bordão é “a regra é clara”, conhece bem as “regras” da emissora em que trabalha.

Ronaldo dá plantão no Faustão, no Altas Horas, no Caldeirão do Hulk, no Esporte Espetacular, Fantástico, etc., etc., etc. É da casa.

Fosse o contrário, André Dias agredido Ronaldo, era bem capaz dos próprios repórteres da Globo entrarem em campo, tomarem o cartão vermelho da mão do juiz e expulsarem o zagueiro tricolor.

Mesmo fora de forma e vivendo de lampejos do craque que um dia foi, Ronaldo gera audiência e movimenta milhões de reais em torno do que resta de seu futebol.

Ele pooooooooooode!

sábado, 11 de abril de 2009

VIA CRUCIS NO BOMPREÇO

Surgiu a explicação para as filas quilométricas do Hipermercado Bompreço, no Shopping Jequitibá em Itabuna, onde a espera até o caixa pode chegar a três horas, com direito a ter que empacotar as compras.

É que, em plena Semana Santa, imbuídos do verdadeiro espírito cristão, os donos da rede (os gringos da Wal Mart) decidiram levar os clientes a reviver a Via Crucis.

No frigir dos ovos, a Ceia pode não ser lá muito Santa, mas com certeza é Cara.

Então tá...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

OS VERDADEIROS OVOS DE OURO



Apesar da tão propalada crise, cerca de 130 milhões de ovos de chocolate serão comercializados durante a Páscoa, um crescimento de 8% em relação a 2008.

Deveria ser motivo de foguetório no Sul da Bahia, principal produtora de cacau do país.

Mas não há motivo para foguetório algum, visto que a região é apenas produtora de cacau e não de chocolate. É mera fornecedora de matéria prima, como se ainda habitássemos no Brasil Colônia.

Os números falam por si. Enquanto o mercado de cacau em amêndoa movimenta 300milhões de reais por ano no Brasil, o mercado de chocolate atinge 4 bilhões de reais. Uma diferença brutal, impressionante. Os fabricantes faturam 13 vezes mais do que os produtores.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que não possuem um mísero pé de cacau, tem fábricas de chocolate de médio e grande porte, sem contar as empresas artesanais, que produzem chocolates finos, a preços de dar água na boca para quem vende a amêndoa a preço de banana.

Aqui no Sul da Bahia, a produção de chocolate é ínfima, insignificante. O Chocolate Caseiro de Ilhéus é uma experiência bem sucedida, mas isolada. Um nada dentro do nada, se comparado à produção nacional.

O aumento do consumo de chocolate, durante todo o ano e não apenas na Páscoa, é uma tendência mundial. Mais consumo, mais demanda, mais negócios, mais renda, mais
emprego.

Enquanto isso, o Sul da Bahia continua sua sina de plantar, colher e entregar para outras regiões industrializarem, num ciclo vicioso que perdura há décadas, como se isso nos bastasse. A realidade atual mostra que não nos basta.

É tão óbvio, que não se entende porque a Região Cacaueira não adotou um projeto de produção de chocolate, absorvendo uma fatia significativa desse mercado que não para de crescer.

A Ceplac desenvolveu recentemente uma tecnologia para a produção de chocolate com alto teor de cacau. Verdadeiro manjar dos deuses, mas essa tecnologia ainda não conseguiu romper os muros da instituição, ainda que o PAC do Cacau tenha entre suas ações a instalação de 20 fábricas de chocolate. Algo que, infelizmente, ainda não saiu do campo das boas intenções.

Temos o apelo de região produtora do cacau de melhor qualidade do mundo, de ter em Jorge Amado um ícone de primeira linha e de preservar, graças próprio cacau, uma das áreas remanescentes de Mata Atlântica do país.

Falta, portanto, iniciativa, espírito empreendedor e apoio governamental para fazer com que o Sul da Bahia deixe de ser apenas produtor de matéria prima e possa fabricar chocolate.

Nos iludimos tanto com um fruto que parecia ser de ouro e não é e esquecemos de ovos que parecem valer ouro.

E valem mesmo!


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Pesquisa de mercado realizada pelo Ibope mostrou que Salvador é a capital brasileira com maior consumo de chocolate do país. 75% dos entrevistados revelam consumir chocolate ao menos uma vez por semana.

Ótima notícia.

Para os paulistas, gaúchos, capixabas...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BIG BROTHER BRASÍLIA


Terminou mais uma edição do Big Brother Brasil, a baboseira da Rede Globo que mobiliza o país. Não vi e não gostei, mas o BBB me deu uma idéia, que só não é boa porque não tomo 51 e sim a legítima cachaça de alambique.

2010 é ano de eleição presidencial. No lugar daquela aporrinhação do horário eleitoral gratuito, poderíamos colocar todos os candidatos numa casa e promover o Big Brother Brasília.

Ao final da disputa, em vez de um milhão de reais, o vencedor ganharia uma faixa de Presidente da República e o direito de morar quatro anos de graça no Palácio do Planalto.

Já dá pra imaginar algumas situações.

José Serra, insosso e professoral, iria fazer muita gente pegar no sono com cinco minutos de programa.

Ciro Gomes, na primeira vez que fosse indicado ao paredão, perderia o controle e chamaria os telespectadores/eleitores de burros pra cima. Ou pra baixo.

Heloisa Helena iria dizer que não sabia o que estava fazendo naquele templo do capitalismo selvagem, que Lula havia se curvado ao neoliberalismo e blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá...

Paulo Maluf daria um jeito de provocar uma pane nas câmaras de vigilância, faria uma ´limpa´ nos móveis, eletrodomésticos e roupas e mandaria tudo para um “quarto secreto” nas Ilhas Cayman ou na Suíça.

E Dilma Roussef poderia ter uma recaída dos seus tempos de guerrilheira, seqüestraria o Pedro Bial e explodiria a casa mais vigiada do Brasil.

Pensando bem, até que não seria tão ruim assim...

Pindaíba municipal

Dizem que político só é solidário na crise. Nos tempos de bonança é cada um por si e já que é bonança mesmo, alguns não se furtam (!) em desviar uma parte para o próprio bolso.

Mas, bateu a crise e o dinheiro começa a escassear até para as despesas básicas, como pagamento dos servidores e manutenção dos serviços de saúde, educação e limpeza; e começou a gritaria.

E que gritaria!

O prefeito de Potiraguá, Olyntho Moreira (PP), ao se deparar com os cofres vazios, chegou a anunciar que iria renunciar ao cargo três meses depois de ter assumido o comando do Executivo. Depois, renunciou à renuncia, mas seu grito de alerta serviu para provocar uma reação em cadeia que deve desaguar numa grande marcha de prefeitos baianos à Brasília, prevista para o próximo dia 28 de abril.

Nesse dia, as 417 prefeituras baianas ameaçam fechar as portas, desde que obviamente todos os prefeitos decidam aderir ao movimento, coordenado pela Associação das Prefeituras da Bahia (UPB).

Na prática, dezenas de prefeituras, a exemplo da já citada Potiraguá, já estão com as portas fechadas, visto que não dispõem de recursos para atender às demandas da população.

A situação é ainda mais grave (gravíssima, melhor dizendo) nas pequenas cidades, onde o Fundo de Participação dos Municípios é a principal fonte de receita e a prefeitura a principal empregadora. Sem recursos e sem salários = igual economia parada.

E como desgraça pouca é bobagem, centenas de prefeituras estão inadimplentes com o Governo Federal e impedidas por lei de receberem repasses de convênios. Para estas, existe a expectativa de uma Medida Provisória salvadora, que permita renegociar os débitos em condições camaradas e voltar a receber recursos. É um paliativo, mas para quem está com fome, farinha de quinta categoria vira caviar.

A crise nas prefeituras é o resultado perverso da redução do IPI, uma das medidas adotadas pelo presidente Lula para manter a produção, incentivar a indústria e o comércio e reduzir os impactos da crise mundial no país.

Ganha-se de um lado, perde-se do outro. E entre os perdedores estão as prefeituras.
Como não dá para simplesmente fechar as portas, visto que é nos municípios que são prestados os serviços essenciais, os prefeitos querem arrancar dinheiro do Governo Federal.

É “arrancar” mesmo, porque o próprio Lula tem declarado que, até a crise passar, os municípios vão ter que apertar os cintos.

Resta saber se, com a situação de agravando a cada dia, ainda haverá cinto a ser apertado.

No mais, gritar é um direito legítimo e a situação está a exigir mobilização mesmo. E esperar a Marcha dê mesmo algum resultado prático e não sirva de pretexto para a velha e boa mordomiazinha de sempre na Brasília de todos os pecados e todas as possibilidades.

Afinal, a crise é brava, mas ninguém é de ferro. Pelo menos, nem todos são.

Manchetes dos jornais 8 abril/2009

AGORA

Ladrões assaltam agência do
Banco do Brasil em Gandu

DIÁRIO BAHIA

Bandidos assaltam banco e
levam gerente como refém

DIÁRIO DE ILHEUS

Agricultores recebem investimentos

terça-feira, 7 de abril de 2009

JORNALISTAS

7 de abril. Dia do Jornalista.




Minha homenagem ao “velho capo” Manuel Leal, o maior jornalista que conheci e com quem tive a alegria de conviver por inesquecíveis 10 anos no jornal A Região; até que os covardes lhe tiraram a vida, num crime que permanece impune até hoje.

O MOSQUITO AGRADECE



Trava-se nos últimos dias uma batalha, que beira a insanidade, para apontar quem é o responsável pelo caos que se instalou no sistema de saúde pública em Itabuna e que gerou, entre outras conseqüências graves, uma epidemia de dengue de proporções bíblicas, com casos contados aos milhares e mortes de crianças, jovens adultos e idosos.

Uma epidemia que deu a Itabuna o título nada honroso (na verdade trata-se de um
título vergonhoso) de Campeã Nacional de Dengue.

Enquanto a dengue não dá sinais de refrear, as unidades de saúde funcionam (?) sem médicos e enfermeiros e os remédios escasseiam; e na Central de Regulação as guias de exames e consultas relativas ao mês de abril se esgotam num único dia, gasta-se energia num tiroteio verbal inútil.

A Prefeitura diz que a culpa pela situação é do Estado, que por sua vez atribui a culpa à Prefeitura.

É fato que, a partir da explosão da epidemia de dengue, a Secretaria Estadual de Saúde não poupou esforços e investimentos. Os repasses para o Hospital de Base foram ampliados em 500 mil reais/mês e para a Santa Casa em 750 mil/reais mês. O Hospital
São Lucas foi reaberto com um setor especialmente destinado aos casos de dengue e foi implantado um Posto de Atendimento na 7ª. Dires, também para atender vítimas da doença. Médicos do Exército, do Rio de Janeiro e até da Venezuela foram deslocados para Itabuna para cooperar no combate à doença.

É fato também que, se retardou o trabalho de prevenção e minimizou uma situação que já se mostrava gravíssima desde os primeiros dias de governo, talvez com o intuito de se viabilizar a realização de um carnaval fora de época em todos os sentidos, a atual administração municipal herdou uma espécie de “bomba relógio”, que iria explodir de qualquer maneira. A epidemia de dengue é fruto exclusivamente da ausência de prevenção, notadamente nos últimos dois anos.

E prevenção, como se sabe, não se faz em um mês ou dois. Demanda tempo, dinheiro, planejamento.

Dispensa-se o tiroteio, a caça às bruxas.

A população de Itabuna, a principal prejudicada, não pode continuar sendo vítima de um sistema de saúde pública inoperante, caótico e incapaz de atender as demandas por um serviço essencial.

Até quando continuaremos produzindo vítimas fatais por conta da irresponsabilidade e da má gestão dos recursos públicos?

Quantas vidas ceifadas ainda serão necessárias para que a saúde seja tratada como prioridade e que os recursos sejam aplicados corretamente?

Se nada for feito, em nível de prevenção, Itabuna é séria candidata ao ainda mais vergonhoso bi-campeonato nacional de incidência de dengue em 2010.

Enquanto houver muita falação e pouca ação, continuaremos habitando uma cidade em que em vez de um sistema de saúde pública, somos obrigados a conviver (melhor seria dizer, sofrer) com um sistema de doença pública.

O mosquito da dengue agradece.

A população, muito pelo contrário.

Manchetes dos jornais 7 abril/2009

AGORA

Em protesto, prefeituras fecham
portas contra queda do FPM

DIÁRIO BAHIA

Motoboys protestam
contra violência

DIÁRIO DE ILHEUS

ZPEs são regulamentadas

sexta-feira, 3 de abril de 2009

CHE PORNÔ


Ansioso para assistir ao filme “Che” e sabendo que tão cedo ele não chegará ao único cinema de Itabuna, resolvi apelar para a velha e boa pirataria, sempre solícita quando se trata de lançamentos.

Sabe-se lá porque, talvez o medo do paredón, mas o fato que o filme ainda não ganhou sua versão pirata.

A procura produziu ao menos um diálogo insólito com um camelô.

Perguntei se ele tinha o filme “Che” e ele respondeu:

-Quem?

-Che Guevara – expliquei.

Aí veio o tiro de metralhadora:

-Ah, é filme pornô! Não chegou ainda...

Digamos que faz lá um certo sentido. Afinal, entre as frases de antologia perpetradas por Guevara, uma começa com a expressão “hay que endurecer...”

O comandante Guevara, que impulsionou a indústria de camisetas mundo afora, ainda acaba levantando (ops!) a vendagem de Viagra, Cialis, Levitra e congêneres.

A OI É UMA M...


Há cerca de dois meses cometi a suprema estupidez de fazer a portabilidade no telefone celular, trocando a Vivo pela Oi.

Foi como se tivesse trocado o céu pelo inferno.

Sai de uma operadora com preço justo, sinal de qualidade e atendimento eficiente e cai numa que cobra tarifas que mais parecem assalto a mão armada, o sinal é horroroso e quando você precisa de atendimento a demora é tanta que acaba desistindo.

Quando a gente pensa que a OI não pode ser pior do que já é, eis que ela se supera.

Há quatro dias tento, sem sucesso, fazer a recarga no celular. O sistema simplesmente não reconhece o número. Com isso, fico impedido de fazer ligações.

Depois de duas visitas a lojas credenciadas da OI e incontáveis ligações em que passam a gente de máquina pra máquina numa repetição irritante, me informaram vagamente que o problema é justamente com os números que fizeram a portabilidade.

Não sabem informar quando a “falha operacional” será resolvida.

Eu, pelo menos, já sei o que fazer. Vou voltar correndo pra Vivo!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ezequias, um mártir da irresponsabilidade

Ezequias Oliveira Santos viveu seus primeiros -e únicos- cinco anos de vida num lugar de nome sonoro, chamado Jóia do Almada, bairro da periferia de Coaraci, cidade do Sul da Bahia que conheceu seu apogeu quando um certo fruto valia ouro e que hoje enfrenta a decadência explícita, arrastada no vendaval que se seguiu a uma doença de nome quase obsceno chamada vassoura-de-bruxa.

A lei das probabilidades indica que Ezequias iria crescer e seguir sua vidinha sem sobressaltos na cidade em que nasceu. Uma daquelas vidas que passam ao largo de qualquer registro para a posteridade, mas nem por isso são menos dignas.

Com um pouco de sorte, quem sabe Ezequias poderia romper os limites de Coaraci, e alçar vôos mais altos.

Itabuna, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo. Outros países.

Ezequias poderia ser um professor, um médico, um advogado, um engenheiro, um arquiteto, um profissional liberal, um empresário.

Um político diferente, desses que se preocupam mais com o bem estar do povo do que rapinar os cofres públicos em benefício próprio. Tão raros que a gente precisa fazer um esforço sobre-humano para localizá-los.

Ezequias poderia dar um drible espetacular no destino e se tornar jogador de futebol, craque da Seleção, decidir uma Copa do Mundo de 2026 para o Brasil.

Ezequias, fadado pela ordem natural das coisas a ser apenas um sujeito comum, mas que poderia ser tanta coisa, não poderá ser mais nada, pelo simples fato de que é apenas uma criança enterrada num cemitério modesto, enquanto seus pais, familiares e amigos choram sua morte recente.

Ezequias é mais uma vítima da dengue, doença que assola o Sul da Bahia e que em sua forma hemorrágica já fez mais de duas dezenas de vítimas fatais.

Não, Ezequias não é vítima somente da dengue hemorrágica, o que por si só é grave, visto que esse tipo de doença ocorre basicamente porque os recursos na prevenção não são utilizados corretamente. Ou, para ser mais explícitos, são desviados.

Ezequias é também vítima de um tipo de irresponsabilidade que quase nunca é punida, um misto de omissão e descaso.

O caso de Ezequias beira o inacreditável, não fosse o setor de saúde pública pródigo em produzir coisas inacreditáveis.

Por três vezes ele foi levado por seus pais ao Hospital Geral de Coaraci. Por três vezes, os médicos diagnosticaram (?) amigdalite. Mandaram que a criança fosse levada para casa e medicada com remédio para inflamação na garganta.

Não era amigdalite.

Era dengue hemorrágica.

Na quarta e derradeira vez que foi levado ao hospital, não havia mais o que fazer.

Ezequias Oliveira Santos, 5 anos de idade, morreu sem poder descobrir o que havia além de Jóia do Almada.

Seu horizonte (ou a completa ausência dele) é um buraco no chão, um mergulho no desconhecido, que para alguns é o renascer para uma nova vida e para outros é o fim.

Seu horizonte é horizonte nenhum.

Mais do que estatística, Ezequias é um mártir.

Não propriamente um mártir da dengue, mas necessariamente um mártir da irresponsabilidade.

Ninguém será punido pela morte de Ezequias. Ninguém será punido por tantas e tantas mortes que poderiam ser evitadas.

PEDIR. NÃO PODE!


O governo de Bangladesh, na Ásia, descobriu um jeito sui generis de acabar com a mendicância.

O parlamento do país aprovou uma lei que determina que ser mendigo é ilegal.

Qualquer pessoa que for surpreendida pedindo dinheiro será detida por um mês, mesmo que a esmola seja para tratamento de doenças ou pra matar a fome.

Pobre, em Bangladesh, que trate de sumir do mapa. Se bem que, na pindaíba, se na prisão o sujeito tiver direito a café da manhã, almoço e jantar dá até pra encarar.

Se a moda pega, aqui em Itabuna vão fazer uma lei proibindo as pessoas de formarem longas filas nas unidades de saúde e hospitais.

Mesmo que por motivo de doença...

DE SOLLA NA SAÚDE...


O secretário estadual de Saúde Jorge Solla faz uma visita de emergência hoje em Itabuna.

Vai se reunir com secretários municipais de saúde de cerca de vinte cidades e dirigentes de hospitais, como Calixto Midlej, Manoel Novaes, São Lucas e Hospital de Base.

Na ordem do dia, a epidemia de dengue, que pode se agravar com o aumento do índice de infestação, e os problemas na marcação de consultas e exames, que ontem quase resultaram em pancadaria na Central de Regulação.

Também serão serão discutidas ações para evitar que a epidemia de dengue se alastre, até se tornar incontrolável, a vários municípios do Sul da Bahia.

A situação é grave.

CARREIRA BRILHANTE


Nunca uma seleção teve tanto a ver com seu técnico e vice-versa.

Tirando Messi e Tevez, a Argentina, que foi humilhada pela medíocre Bolívia com uma inacreditável goleada de 6x1, é literalmente uma droga.

Don Diego Maradona deve estar extasiado.

E na terra da coca (que não é a cola) entonces...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

AGORA O BRASIL GANHA

Deu na net...


Funcionário do Estádio Beira Rio arruma as redes para o jogo Brasil x Peru.


Vá ter falta de assunto assim lá na Chechênia!

PORTAL DE NOTÍCIAS

Um moderno portal com notícias de toda a Bahia está sendo lançado, por jornalistas e estudantes de comunicação do estado. A proposta é oferecer gratuitamente um veículo dinâmico e de qualidade com a missão de ser um prestador de serviço na área de comunicação social. “Não é um blog. Será um jornal eletrônico, com edições novas ao amanhecer e atualizações no decorrer de todo o dia”, revela o jornalista Maurício Maron, que vai coordenar o projeto. Ele explica que a idéia surgiu a partir de uma proposta inédita de reunir jovens estudantes de jornalismo com profissionais mais experientes no mercado baiano.

Na edição inaugural, o Jornal Bahia Online preparou uma matéria especial sobre o polêmico Porto Sul. Ouviu personalidades contra e a favor do projeto e mostra as versões dos ambientalistas e da empresa Bahia Mineração. “Por ser uma edição inaugural, manteremos as primeiras matérias por mais tempo. Mas a tendência, a partir da próxima segunda-feira, é de que tenhamos atualizações a cada hora”, explica o coordenador Maurício Maron.

O portal funcionará no endereço www.jornalbahiaonline.com.br e poderá ser acessado gratuitamente.

PIADA PRONTA

Pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo, a Venezuela, antigo saco de pancadas, bateu a Colômbia por 2x0.

Um dos gols foi marcado por um jogador que atende pelo sugestivo nome de Fedor.

Prova provada de que o nível do futebol atual é mesmo uma m...