segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

GOLIAS MASSACRA DAVI



A foto acima, da agência EFE, pode sugerir mais uma batalha da guerra entre torcidas organizadas, que está matando o prazer de assistir jogos de futebol nos estádios.

Mas não é. Trata-se de um palestino na Faixa de Gaza, que está sendo massacrada pelo Exército de Israel. Em nome do combate ao terrorismo do Hamas, matam-se centenas de inocentes, incluindo crianças.

A camisa do São Paulo revela o processo de internacionalização do tricolor paulista, mas ficaria melhor se o palestino estivesse apertando a mão de um judeu, que poderia até estar vestindo a camisa do Corinthians, do Flamengo, do Vasco, do Palmeiras...

A pedra na mão sugere um Davi palestino lutando contra o um poderoso Golias israelense.

Pena que nesses tempos nada bíblicos, o Golias sempre vence.

2008 termina e 2009 e começa banhados de sangue.

Até quando o mundo vai fechar os olhos para essa e outras barbáries, em que o homem é o predador do próprio homem?

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

UM AVIÃO CHAMADO CARLA BRUNI

Está explicado o caos que tomou conta dos aeroportos brasileiros neste Natal.

Ele foi provocado por um avião chamado Carla Bruni, que veio ao Brasil acompanhar o marido, o presidente da França Nicolas Sarkosy numa missão oficial e aproveitou para passar uns dias em Itacaré, no Sul da Bahia.

No desembarque, o fotógrafo Ed Ferreira registrou o ´meia volta´ de Carla Bruni, que retornou ao jatinho que a trouxe do Rio de Janeiro a Ilhéus, para um colóquio com alguém da tripulação ou da segurança, antes de embarcar no helicóptero da FAB com destino a Itacaré.

Um trabalho digno dos melhores “paparazzis” da Europa.

Com a diferença de que o velho Ed não viu a cor de nenhuma verdinha, nenhum eurozinho.

Nenhum realzinho...



















JABAZINHO MUSICAL




Você esqueceu de alguém na sua lista de presentes de Natal e quer reparar a mancada?
Aproveite que na Bahia nem acaba o Natal e a gente engrena logo o Ano Novo, Carnaval e São João e dê de presente o CD “Raimundo Lau e os grandes sucessos”. Sucessos anônimos, vá-lá que seja, mas isso é apenas uma questão de tempo.
É um forrozinho honesto, bem-feito e despretensioso, lançado com a chancela da FICC.
Destaques para as faixas “A Safadinha” (a moça nem bem viu/ouviu o Lau e crau), “Velha Feliz” (que poderia se chamar “Vovô viu o Viagra”), “A Garota de um Pezinho Só” (ela compensa a falta do outro pé com atributos inconfessáveis) e “A Pamonha” (não é a pamonha dos pamonheiros nem a pamonha de milho, só ouvindo pra saber o que é).
Comprem, que o Raimundo Lau merece. Contatos: (73) 9966-9021.

LULA NO KIBELOCO




Com 80 por centro de "aprovassão", Lula acha "grassa" de tudo...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Latindo pro Papai Noel...


Um desses dias que antecedem o Natal. A febre de consumo atinge seu ápice e as ruas centrais de Itabuna estão lotadas.
Lojas cheias. Presentes caros e lembrancinhas baratas. Grandes e pequenos pacotes.
Nessas cenas que se repetem, em maior ou menor escala, em todas as partes do Brasil, Delly e Ique agora vão assumir o papel de protagonistas.
Delly e Ique, destinos tão diferentes, estão situados no mesmo espaço geográfico, a cidade de Itabuna, que um dia já foi chamada de Metrópole do Cacau, aquele produto que já foi, com toda justiça, comparado ao ouro.
Delly e Ique, separados por algumas ruas.
Delly espera sua vez de ser atendida num salão de beleza bem equipado, de onde sairá com um novo visual, perfumada e singelos lacinhos de fita na cabeça.
Ique revira latas de lixo numa barraca de pastel ao lado do Fórum de Itabuna, em busca de restos de comida.
São 14:23 horas. Delly está calma, bem alimentada. Ique está ansioso, está com fome.
Mas, o que tem a ver a repaginada no visual de Delly e a fome de Ique?
E o que ambos têm a ver com o Natal?
Delly é uma cachorrinha da raça poodle e seu nome foi tirado de uma marca infame de ração canina que ela abomina.
Não, Ique não é um vira-lata que vai contracenar com Delly numa versão grapiúna de A Dama e o Vagabundo, um clássico dos Estúdios Walt Disney.
Ique, corruptela de Henrique, é um menino de 12 anos, aparência de 8, desses que a estatística afirma que está na escola, mas a realidade mostra que está na rua.
Delly pode se dar ao luxo de escolher a marca de ração, ou mesmo comer comida de gente.
Ique tem que comer os restos de comida que acha, quando acha, na lata de lixo. Como o resto de pastel de queijo que comeu sem pestanejar, para depois balançar latinhas vazias em busca de gotas de guaraná ou coca-cola.
Um surto de pieguice, típica dessas bobagens brotadas em épocas como o Natal, poderia descambar para a análise simplista e óbvia de que a cachorrinha é tratada como gente e o menino como animal.
Não é por aí.
Delly tem todo o direito de se embelezar num pet-shop, sem que seus donos sejam queimados em praça pública por isso.
O que não é direito -e isso não tem nada a ver com Natal, Páscoa, Dia das Mães ou qualquer outra data- é que Ique dependa da lata do lixo para saciar a fome.
Não se trata de igualar Delly a Ique.
Talvez seja o caso, percebam a diferença, de igualar Ique a Delly.
Pronto, eis aí uma história de Natal que envolve uma bela cachorrinha e um pobre menino de rua.
Pensando bem, pode nem ser uma história de Natal.
Mas, com certeza, é uma história de (in)justiça social.
Delly está mais preocupada em arrancar os dois lacinhos vermelhos que colocaram em suas orelhas e que devem incomodá-la muito.
Ique trocaria essa digressão toda por um pastel de carne e uma coca-cola.
E, se não fosse pedir demais, uma bola de futebol.
Algum Papai Noel se habilita, pra colocar um final feliz nessa história?

IMPUNIDADE

ONG REPORTERES SEM FRONTEIRAS:

BRASIL: O ASSASSINO DE UM JORNALISTA OBTEM REGIME SEMI-ABERTO POR "BOM COMPORTAMENTO"

A 3 de novembro de 2008, a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro concedeu regime semi-aberto por "bom comportamento" a Claudino dos Santos Coelho, conhecido como "Xuxa". Este traficante havia sido condenado, em 2005, a vinte e três anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Tim Lopes, jornalista da TV Globo, em junho de 2002. Detido desde 9 de agosto de 2002, "Xuxa" já cumpriu um terço de sua pena, pelo que a justiça brasileira lhe permite passar apenas as noites na prisão. Mas de acordo com o diário Extra, Claudino dos Santos Coelho já terá infringido esta obrigação.

"Depois de termos expressado a nossa satisfação em 2005 pela condenação de sete acusados do assassinato de Tim Lopes, partilhamos agora a incompreensão da sua família. Uma concessão deste tipo nos parece completamente injustificada, tendo em consideração a crueldade dos atos que lhe são atribuídos", declarou Repórteres sem Fronteiras.

Em junho de 2002, quando realizava uma reportagem sobre supostos casos de exploração sexual de menores organizada por traficantes de droga em uma favela do subúrbio carioca, Vila Cruzeiro, o jornalista foi capturado, seqüestrado e torturado pelos membros da quadrilha de "Elias Maluco", que logo o executaram com uma faca e queimaram o corpo. Sete integrantes do grupo, entre os quais "Xuxa", foram condenados pelo crime a penas compreendidas entre vinte e três e vinte e oito anos de prisão.

__________________

Como de hábito, no final das contas só quem paga é o jornalista.
Paga com a vida, bem entendido!

domingo, 21 de dezembro de 2008

DE CLIENTE A PACIENTE

Um cliente do Bompreço teve um princípio de infarto na tarde deste domingo, enquanto estava na fila interminável para passar pelo caixa. Foi atendido a tempo, medicado e no final tudo não passou de um susto.
Esse blogueiro não vai cometer a leviandade de insinuar -quanto mais afirmar- que o cliente quase teve um ataque cardíaco por causa da fila.
Mas a espera para passar pelo caixa do Bompreço é mesmo de matar. Se não do coração, com certeza, de raiva.

“AEROSPITAL”

Itabuna possui profissionais de medicina de alto nível, que nada ficam a dever a seus colegas de Salvador e do Sul do País.
Mas a estrutura de atendimento continua a desejar.
Dois exemplos ocorridos na tarde deste domingo deixam isso bem claro.
Uma paciente, depois de medicada, teve que esperar uma hora e meia para ser liberada, porque o médico tinha que se desdobrar entre o pronto atendimento e a área de internação.
Outro paciente, com suspeita de fratura da face e reclamando da dor insuportável, discutiu feio com auxiliares de enfermagem, porque apesar de solicitado pelo médico, o raio X não pode ser feito, porque não havia operador no hospital.
Nem se alegue aqui que é o caos do SUS, porque em ambos os casos, os pacientes possuíam plano de saúde.
Entramos no século XXI e Itabuna é indiscutivelmente um dos principais pólos de saúde da Bahia.
Mas tem horas que o melhor hospital da cidade continua sendo o aeroporto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

PAMONHA JAMAICANA



A foto, resgatada por um amigo, é de Barack Obama nos tempos da faculdade.

Com esses olhinhos e o jeito de pegar o cigarro, deve ter sido tirada na Festa da Pamonha.

Pamonha jamaicana, per supuesto...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O MICROFONE É SEU





O rádio foi e acredito que sempre será uma grande escola para os que se aventuram por esse vício incurável que é o jornalismo.
Exige improvisação, rapidez de raciocínio e agilidade, porque até a chegada da internet, com sua comunicação em tempo real, era o veiculo com maior rapidez pra se levar a informação.
Esporte e polícia são as áreas onde o sujeito aprende o be-a-bá e, se for do ramo, o alfabeto inteiro.
Não são poucos os grandes profissionais de televisão e mídia impressa que começaram no rádio. Como não são poucos os profissionais que brilham no próprio rádio mesmo.
Um desses profissionais é Ramiro Aquino, com uma longa e brilhante história no rádio itabunense, hoje um autêntico “homem-multimídia”.
A foto acima, que ´escaneei´ do jornal Papo de Bola, mostra Ramiro lá pelos idos de 1960, repórter de pista (ainda falam assim?) no velho campo da Desportiva.
Chapéu, óculos escuros, bermuda e sapato. Bem moderninho para a época, mas condizente com o calor que castiga o pessoal que fica à beira do campo (quando não é a chuva, que molha até os ossos).
O campo da Desportiva é apenas lembrança dos tempos em que em Itabuna se jogava um futebol de primeira.
O “velho” Ramiro está aí, mais comedido nos trajes, mas com o talento que a maturidade e a experiência só fazem melhorar.

BOICOTE NELES!

Na coluna de Maria Antonieta, Jornal Agora

A maneira como os supermercados daqui do eixo atendem os clientes deixa muito a desejar. Além de frios, são implacáveis no quesito filas, atendimento e informação. Funcionários malencarados, caixas sem preparo e filas intermináveis. Na hora da troca de algum produto é um Deus-nos-acuda. Em muitos deles, não há empacotadores. Querem que o cliente faça os pacotes como se funcionários das lojas fossem. Também aquelas filas dos cartões são um horror.


Fica-se em pé horas, porque o número de atendentes é mínimo.

Os idosos que se lixem. Too bad.

______________________

Assino embaixo o que escreveu Tonet, com um adendo: a melhor maneira de combater isso é com o velho e bom boicote. Quando as pessoas deixarem de comprar nesses locais, o atendimento melhora, porque a única linguagem que eles entendem é a do lucro.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Santa Estupidez!

Quando a gente acha que não consegue se chocar com mais nada nesse país de dólares na cueca, policiais que deveriam proteger o cidadão e matam crianças indefesas, dinheiro da saúde e da educação desviado para vala insaciável da corrupção e quetais; eis que a televisão exibe cenas que chocam pela falta de escrúpulo e pela ausência total desse que é mais nobre dos sentimentos: a solidariedade.
As imagens de “voluntários” e de soldados do Exército desviando parte dos donativos enviados de todas as partes do Brasil para as vítimas das inundações que devastaram o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, beiram o escárnio.
Voluntários foram flagrados colocando quantidades enormes de alimentos em carros particulares e saindo tranquilamente dos centros de triagem de donativos. Um deles tentou negar o inegável, mas diante da imagem em que aparecia desviando alimentos, disse que era para doar à sua mãe, recém-saída de uma cirurgia. A pobre coitada deve se envergonhar de um filho que usa seu nome de maneira de tão infame.
Uma mulher, em meio a sorrisos, chegou a comentar com outra que um par de tênis que ela pretendia levar para o filho estava soltando o solado. E, diante de tamanha oferta, optou por um modelo mais novo. Como se estivesse numa loja, fazendo a mais inocente das compras.
Situação não menos revoltante foi gerada por soldados do Exército, destacados para atuar na seleção dos donativos para encaminhamento aos flagelados. Depois de se deliciarem com as opções de tênis, camisetas, blusas e calças à disposição e fazerem brincadeiras sobre quem seria o “proprietário” de determinado produto, saíram com as mochilas cheias, como se acabassem de dividir um butim de guerra.
Como bem disse o comando do Exército, são casos isolados e os soldados serão exemplarmente punidos. É bom que seja assim, porque se aquilo que se viu em Santa Catarina for regra, Deus nos livre de uma guerra. Ou de uma catástrofe de proporções nacionais, tamanha a falta de preparo desses rapazes, que deveriam ser treinados para ajudar as pessoas num momento de infortúnio e não para rapiná-las.
O desvio dos donativos em Santa Catarina causa asco, mas não pode ser tratado como algo isolado, atípico.
Ele está inserido num contexto em que, muito por conta da roubalheira em alta escala, respaldado pela mais sublime impunidade, cria a sensação de que não há nada demais em cometer pequenos deslizes.
Seria mais ou menos como abraçar o senso comum de que se nossos políticos roubam sem a menor cerimônia e nada acontece com eles; pequenos gestos ilegais como sonegar impostos, fazer “gato” de água e energia elétrica, subornar o guarda de trânsito ou o fiscal de obras são pecadilhos menores.
Assim, torna-se natural para algumas pessoas se alistarem como voluntárias com o único objetivo de desviar roupas e alimentos, sem levar em conta que eles vão fazer falta -e muita- para os desafortunados que perderam tudo nas inundações e estão passando fome e frio.

Alguns quilos de alimentos, uns tênis e umas blusas usadas desviados podem parecer pouco ou nada na corrupção em larga escala, que estamos acostumados a presenciar diariamente.
Mas representam muito na medida em que demonstra que, contagiados por essa noção equivocada de que tudo é permitido e tolerado, até os mais simplórios dos cidadãos não se furtam de desviar donativos como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. E que apenas deram o azar de serem flagrados por uma indiscreta câmera de televisão.
Decididamente, não é esse o Brasil que queremos.
Talvez seja o Brasil que estamos construindo. O que é pior, muito pior.

HOMEM-SAPATO



Se a moda pega no Brasil, os nossos políticos passarão a conceder entrevistas coletivas com vidros a prova de balas. Ou a prova de sapatos.

Mas, cá entre nós: eu quero ser goleiro do time que jogar contra esse repórter atuando de centro-avante.

Vá ser ruim de pontaria assim lá em Bagdá.

Fidel Castro, moribundo e tudo, se tivesse uma chance dessas acertaria pelo
menos uma sapatada na cara do Bush.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O despeito é uma m...

Entre as várias mensagens sacanas que recebo de amigos de São Paulo por conta do hexa/tri do melhor time do mundo (corintianos, palmeirenses e santistas, obviamente), essa é a mais –digamos- publicável.



Às demais, eu respondo com um repertório de palavrões tipicamente paulista, que nem os quase 25 anos de Itabuna me fizeram desaprender.

Todos devidamente patenteados pela VTNC Corporation, por ora a única patrocinadora oficial deste blog.

CUBA LIBRE

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

JABÁ COM COCA COLA

Além de Maradona, Riquelme e Lionel Messi, os argentinos também produzem ótimos comerciais. Esse da Coca Cola,então, é de antologia.

VENEZINHA DO SUL





DO SITE PIMENTA NA MUQUECA:

Itabuna e Ilhéus acumulam sérios problemas de infra-estrutura, que se agravam em épocas chuvosas, e afetam até as áreas centrais.
Assim foi no sábado, 9h da manhã. Vinte minutos de chuva e o calçadão da Marquês de Paranaguá, o principal endereço comercial de Ilhéus, ficou debaixo d´água.

______________________________

Onde os companheiros do Pimenta na Muqueca enxergam incompetência administrativa, esse blogueiro enxerga senso de oportunidade.

Com o dólar nas alturas, quem é que pode visitar Veneza com seus canais e seus alagamentos que encantam os turistas?

Em sendo assim, a Princesinha do Sul, com sua inegável vocação turística, se dispõe a se tornar a Venezinha do Sul.

Tudo bem que a Marquês de Paranaguá não é nenhuma Piazza San Marco, mas nada que a Gaga de Ilhéus aparecendo no You Tube em cima de uma gôndola cantando “il so-so-so-so-so-le sole mi-mi-mi-mi-mio” não resolva.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

ET TRICOLOR


Itabuna, março de 1987. Recém chegado de Osasco, para aquilo que parecia ser um salto no escuro e que se revelou a decisão mais acertada da minha vida.
O São Paulo decidia o título do Campeonato Brasileiro de 1986 (que varou o ano e atravessou o verão) contra o Guarani, em Campinas. No primeiro jogo, no Morumbi, 1x1. Quem vencesse, levava o título.
Colado na televisão, assisti a um dos jogos mais eletrizantes da minha vida. O Guarani fez 1x0, o São Paulo empatou e o jogo foi para a prorrogação. O São Paulo fez 2x1, mas o Guarani virou para 3x2. No último minuto, a zaga tricolor deu um chutão para frente e Careca empatou.
A decisão foi para os pênaltis e Vagner Ribeiro acertou a ultima cobrança, a bola entrando chorada. São Paulo Campeão Brasileiro.
Já com a camisa do São Paulo, peguei a bandeira tricolor e sai pelas ruas da Mangabinha (bairro em que residia), imaginando encontrar uma legião de torcedores.
Nem cheguei à primeira esquina e me dei conta do ridículo. Não havia um único torcedor do São Paulo comemorando, além de mim. Me senti uma espécie de ET, numa terra onde aquela gloriosa camisa tricolor parecia vestimenta de outro planeta.
Só então percebi que a paixão dos grapiúnas era devotada ao Flamengo, ao Vasco e, em menor escala, ao Botafogo e Fluminense. A Região Cacaueira, com suas riquezas que pareciam não ter fim (mas que o tempo e a vassoura de bruxa trataram de mostrar que tinham) era uma espécie de enclave do Rio em plena Bahia.
Hoje, três Libertadores, três Mundiais e seis Brasileiros depois nem é preciso ligar a televisão quando o São Paulo ganha um título, tamanho o foguetório na cidade. Os torcedores do São Paulo, se ainda não rivalizam com os do Vasco e Flamengo, podem ser contados aos milhares.
Itabunense, com direito a cidadania concedida pela Câmara de Vereadores (por extrema generosidade de Ramiro Aquino) já não me sinto mais um ET tricolor.
Muito menos um forasteiro, nesta que também é minha terra.

THE DREAM IS OVER



28 anos sem John Lennon.
O sonho acabou.
Ou não?
Perder a capacidade de sonhar é o mesmo que renunciar à vida.
E viver, como navegar, é preciso.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"DEPROMA" GARANTIDO

DEU NA FOLHA


APROVAÇÃO DE LULA BATE NOVO RECORDE

Pesquisa Datafolha mostra que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva é considerado ótimo ou bom por 70% dos brasileiros, maior aprovação de um presidente desde 1990, no período da redemocratização. O recorde anterior era do próprio Lula, avaliado positivamente por 64% em setembro. A margem de erro do levantamento, feito entre os dias 25 e 28 de novembro, é de dois pontos percentuais

________________________

PS- É por essas e outras que tucanos, demos e quetais tremem a qualquer menção a um eventual terceiro mandato.

Lulinha é um fenômeno!

OLHOS ABERTOS

A fiscalização rigorosa da Secretaria de Saúde nas contas da saúde em Itabuna, incluindo a distribuição de guias para exames, está fazendo com que um vereador eleito só consiga dormir à base de remédios.

É o que dá querer aplicar a chamada ´lei de Gerson´, aquela do levar vantagem em tudo...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A SORTE NO LIXO

É o que se pode chamar de sortudo perfeito: encontrou 700 mil reais em meio a sacos de lixo jogados sob a marquise de um prédio público.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Região Eucalipteira



Uma das condições impostas pela multinacional sueca Stora Enzo, sócia da Aracruz Celulose na Veracel, para assumir o controle total do empreendimento seria a ampliação em mais de 70 mil hectares da área cultivada de eucalipto.

Se a proposta for adiante, o cultivo de eucalipto, que já domina o Extremo-Sul, vai atravessar o Rio Pardo e avançar sobre municípios como Camacan, Arataca, Santa Luzia, Jussari e Canavieiras; chegando às bordas de Buerarema.

É uma situação que justificaria trocar o nome da Região Cacaueira para Região Eucalipteira.

A proposta (ou seria, a ameaça?) é pra ser levada a sério, já que a Aracruz perdeu cerca de 2 bilhões de reais com a crise financeira mundial.

Como diria o amante dos trocadilhos (mesmo os mais infames!), não é “stora” pra boi dormir.

É pra boi e pra todo mundo ficar acordado e, principalmente, atento.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

OS NOSSOS “CATARINENSES”

A tragédia de Santa Catarina, que deixou dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados e está fazendo com que o Brasil se mobilize numa emocionante corrente de solidariedade, me fez lembrar de um pecadilho cometido duas décadas atrás.

O tempo, senhor da razão (e das dores nas costas, dos cabelos brancos e ralos e otras cositas mas) permite essas reminiscências. Até porque, o tal pecadilho que aqui vou revelar em nada altera uma eventual recusa ou um improvável passaporte para o Reino dos Céus.

TV Cabrália, 1992. Como ocorre agora, Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.

A Cabrália entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas de donativos, que seriam enviados a Santa Catarina.

Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de solidariedade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa do apresentador. De repente, me deu o estalo.

Naquele mesmo ano, moradores da Bananeira e do Gogó da Ema estavam sofrendo com as cheias do Rio Cachoeira. Nada que se comparasse à tragédia de Santa Catarina, mas centenas de famílias perderam seus parcos pertences e muitas estavam desabrigadas.

O raciocínio foi óbvio. Se a gente pedisse donativo pras vítimas das enchentes em Itabuna, é provável que o retorno seria nenhum. Já para os catarinenses, em função da comoção nacional que se criou, mal havia espaço para colocar tantas doações.

Não tive dúvidas. Com a cumplicidade do meu amigo Ramiro Aquino, então superintendente da emissora, uma parte dos donativos foi entregue para uma igreja e dali seguiu para as famílias da Bananeira e do Gogó da Ema.

A outra parte, é bom que se diga, foi entregue aos catarinenses, que sem saber e por linhas tortas, haviam proporcionado um gesto de solidariedade aos itabunenses, irmãos de pátria e de infortúnio.

____________________

PS- Já naquele tempo, nossa gloriosa televisão, no que foi seguida pelo restante da imprensa, dava os primeiros sinais de afeição por números estratosféricos. Não se sabe de onde, tiramos um número de 10 mil desabrigados pelas enchentes em Itabuna e esse número pegou, embora fosse totalmente irreal. Eram, no máximo, mil desabrigados.

Das enchentes para os carnavais antecipados, foi um pulo. Desafiando as leis da física, as avenidas Mario Padre/Aziz Maron passaram a “receber” públicos de até 100 mil pessoas. Por noite!

E, como não poderia deixar de ser, a megalomania numérica foi exportada para as campanhas eleitorais. As caminhadas, especialmente de Geraldo Simões e Fernando Gomes, começavam com modestas 20 mil pessoas na avenida do Cinqüentenário e, à medida em que a campanha ia esquentando, esse número chegava a 50, 60, 70 mil pessoas.

O absurdo (ou o ridículo) só não era maior porque a eleição acontecia antes que os simpatizantes dos candidatos chegassem a 200 mil pessoas e fosse necessário “trazer” gente de Ilhéus e cidades vizinhas, tão estrambólicos eram os números que as assessorias empurravam e a mídia engolia.